Análise: Atelier Totori The Adventurer of Arlan

Atelier Totori é o segundo jogo da série em Arland e o ultimo a ser analisado, depois de já termos feito as análises de Atelier Rorona a primeiro e Atelier Meruru o terceiro e ultimo da série. Além de analisar Atelier Totori irei falar um bom da trilogia em geral, tratando este jogo não só como o jogo em si mas também como uma das peças de uma trilogia, assim como a necessidade ou falta dela de jogar todos títulos da saga.

Comparativamente a Atelier Rorona houve uma aparente melhoria, apesar de alguns dos problemas de manterem, mas no geral é um jogo bastante mais solido. A história continua a ser contada da mesma forma, baseando-se num sistema de tempo em vez de numa estrutura tradicional, mas é bastante mais interessante. A simplicidade das narrativas é um ponto forte na série mas em Rorona esta era simples demais, havia algumas personagens interessantes, mas a narrativa em si não era propriamente interessante, sendo até mais importante para aqueles que pretendem conhecer todas as personagens. Totori é também bastante mais interessante que Rorona como personagem principal e as personagens que estão de volta estão também bastante melhores. Podem contar com o regresso de Rorona agora como mestre de Totori e Sterk, agora um cavaleiro livre à procura de rei. Cordelia está também de volta e será quem ajudará Totori no seu percurso de aventureira.

Totori segue o percurso de uma aventureira para encontrar a sua mãe, também ela aventureira e conta com a ajuda dos seus amigos e outras personagens que vai encontrando pelo caminho. O mapa é agora muito maior e além da sua cidade Totori pode ir também até Arland, o palco principal do primeiro jogo. É possível aceitar e completar quests nas duas cidades, sendo a lista a mesma, logo podem começar a quest numa cidade e acabar na outra. Os itens armazenados estão também disponíveis nas duas cidades, pelo que podem adotar uma das duas como principal, não havendo grande necessidade de ir muitas vezes à vossa cidade natal.

Totori ao contrário de Rorona é também uma aventureira, logo a alquimia não é a sua atividade principal, infelizmente isto apenas é importante na estória, pois em termos de gameplay não à qualquer diferença, aquilo que se fazia no jogo anterior continua a ser feito agora. Irão dividir o vosso tempo entre combate e alquimia mas pelo menos a ligação está melhor entre os dois. Itens como bombas ou “healing salve” podem ser utilizados agora mais vezes. Sempre que o item é criado pode ser utilizado três vezes, ao contrário do jogo anterior onde apenas poderia ser utilizado uma vez. Esta característica é bastante importante pois não necessitamos de sintetizar tantas vezes como no passado e Atelier Meruru utiliza o mesmo sistema.

Infelizmente o sistema de tempo continua a ser um problema, obrigando-nos a correr quando queríamos andar. As quests têm quase sempre uma data limite, mas agora podem simplesmente cumprir os objetivos principais da vossa licença para conseguirem atingir o objectivo final do jogo, renovar a licença de aventureiro.

O combate foi também um pouco melhorado, estando um pouco mais dinâmico, mas ainda não se encontra ao nível de Atelier Meruru e continua sem existir grande estratégia envolvida, itens poderosos são a melhor estratégia e a escolha das melhores personagens é também importante. A falta de estratégia é algo que se manteve em toda a série mas o combate em Atelier Meruru é sem duvida o melhor, mas nota-se uma forte evolução neste aspecto.

A principal melhoria é no entanto a nível gráfico, apesar de coloridos os gráficos de Atelier Rorona eram o seu ponto mais fraco, estando poucos degraus a cima daquilo que se encontrava na PS2. Atelier Totori mostra já o caminho que a Gust começou a traçar, o grafismo anime está bastante melhorado e as personagens da arte são muito semelhantes às do grafismo do próprio jogo. Tal como em Atelier Meruru e Atelier Rorona a história é mostrada em diálogos um pouco monótonos mas com um humor próprio que irá ter efeitos diferentes, dependendo do jogador. Aqueles que gostam de cultura japonesa irão sem duvidar achar mais piada do que aqueles que não a apreciam, aliás se não gostam de anime este jogo não é propriamente para vocês pois usa os mesmos clichés. Piadas lésbicas e personagens menores de idade em trajes um pouco reveladores encontram-se por todo o jogo.

Em resumo Atelier Totori é sem duvida um melhor jogo do que Atelier Rorona, o melhor grafismo juntamente a uma melhor personagem principal fazem dele o segundo melhor dos três. O sistema de tempo continua a ser um inconveniente e o combate poderia ser melhorado, mas a saga é tão unica na globalidade que pequenos defeitos são perdoáveis.

Tiago Roque

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