Análise: Pikmin 3

Tudo parecia estar a correr bem até, bem, começar a correr mal. No planeta PNF-404 a nave despenha-se e cada um vai para o seu lado. PNF-404 é o planeta Terra já agora, apesar a raça humana estar já extinta, algo que foi confirmado pela próprio Shigeru Miyamoto numa entrevista.  Como as três personagens ficam separadas no acidente irão começar por controlar apenas Alph, mas as outras personagens vão sendo introduzidas gradualmente. Apesar de o jogo se desenrolar na Terra não irão reconhecer nada. Não há grandes cidades recriadas ou monumentos reconhecíveis, simplesmente porque as personagens jogáveis são minusculas e os Pikmin são ainda mais pequenos.

A perspectiva do jogo torna-o muito semelhante àquela imagem tipica de um jogo Micro Machines e torna possível olhar para algumas para alguns objetos mundanos como telemóveis ou latas  como se se tratassem de antigas construções gigantescas de uma raça perdida. Cedo irão perceber que podem comandar os Pikmin para fazerem tudo o que desejarem, desde abrir terreno, derrotar pequenos inimigos e até gigantescos bosses, apesar de o porquê de o poderem fazer não ser explicado, o que pouco importa também.

Pikmin-3

Existem cinco tipos diferentes de Pikmin, os vermelhos, azuis e amarelos já conhecidos dos jogos anteriores e dois novos, um do tipo rochoso e outro com asas. Quem nunca jogou Pikmin mas jogou por exemplo Overlord ou Overlord 2 irá reconhecer muitos aspectos pois Pikmin foi claramente a grande inspiração de Overlord. Cada um dos tipos de Pikmin tem obviamente uma particularidade, os vermelhos são imunes a fogo, os amarelos a eletricidade, os azuis podem deslocar-se sobre a água, os rochosos conseguem partir vidro e os que têm asas podem obviamente voar.

Como podem ver mesmo sem ter jogado um Pikmin se jogaram Overlord vão sentir-se em casa. Os cenários são bastante grandes e o único problema, ou pelo menos algo que pode ser um problema para alguns jogadores, é a quantidade de backtracking que pode ser necessária. Nem sempre podem avançar para onde querem e apenas quando fazem algo que vos dá esse acesso, como por exemplo desbloquear um novo tipo de Pikmin, é que podem avançar, o que pode obrigar a andar um pouco para trás. Uma das novidades em relação aos anteriores é a união das Onion. As Onion são os “ninhos” dos Pikmin e nos jogos anteriores existia um para cada tipo de Pikmin mas agora existe uma Onion universal que acelera um pouco o jogo, algo muito bem vindo.

Assim que desbloquearem as três personagens irão poder criar três esquadrões de Pikmin diferentes, o que traz consigo uma série de vantagens. Por um lado podem assim gerir melhor os recursos à vossa disposição e por outro resolve-se assim um dos maiores problemas da série, as partes paradas do jogo, podendo ser assim melhor aproveitado o tempo de jogo. O jogo decorre durante o dia apenas, sendo que nenhum Pikmin pode ficar muito longe da Onion ou simplesmente desaparece. Felizmente criar novas unidades é relativamente fácil, mas os danos psicológicos no jogador podem ser difíceis de curar, porque os Pikmin são criaturas adoráveis e dificilmente queremos perder alguma.

Pikmin-3-screenshot

Pikmin 3 é um pouco brando em termos de dificuldade. Nunca é muito difícil, mas mantém-se interessante até ao fim e poderia ser até um pouco maior uma vez que quando acabou ainda me sentia pronto para mais algumas horas de jogo. O mundo de Pikmin 3 é belo em todos os sentidos e apesar de não ser um jogo graficamente de topo, as suas cores vivas e boas animações fazem deste um mundo belo, com aquele toque que apenas a Nintendo consegue dar. Os mapas são bastante bem desenhados e há sempre algo para explorar.

 

 

Tiago Roque

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