Análise: Razer Nari Ultimate

Fazendo uso de uma tecnologia que tem sido usada nos videojogos desde a Nintendo 64, os novos Razer Nari Ultimate são os headphones mais inovadores que usei e uma experiência tão diferente de tudo o que já experimentei que mesmo com as suas falhas é impossível não os recomendar. Tudo no Razer Nari Ultimate tem uma qualidade acima da média mas aquilo que vale realmente a pena realmente é a tecnologia  haptic feedback. Tal como um comando reage ao que acontece no jogo estes headphones da Razer reagem ao som, criando um efeito muito mais próximo de uma experiência ao vivo. Ouvir música por exemplo pode ter soado melhor com mais profundidade ou amplitude de som, talvez com algumas notas mais nítidas por exemplo, mas nunca um headset gaming soou tão poderoso e conseguindo emular a sensação de estar na primeira fila de um concerto.

Descrever o efeito dos Razer Nari Ultimate não é muito fácil uma vez que existem tão poucos dispositivos do género, apenas posso dizer que é realmente diferente e muito realista, dando um verdadeiro coice nos graves como se estivéssemos num concerto. Além de apresentar, pela primeira vez, a nova tecnologia háptica HyperSense da empresa este headset possui especificações competitivas quase idênticas às do SteelSeries Arctis Pro, apesar de a frequência ser mais curta e não tem a funcionalidade de cancelamento de ruído. No entanto mesmo sem a tecnologia háptica os Nari são também mais poderosos que a concorrência. Isso não desculpa a menor amplitude, sendo essa uma área em que a Razer precisa de evoluir.

O HyperSense é a jóia da coroa e tem um certo fator wow. Como a maioria das novas tecnologias é preciso experimentar para se ter uma noção, não sendo possível para mim ter um grau de comparação porque apesar de já conhecer a tecnologia em parte, apenas conhecia através de vídeos e artigos, sendo a experiência em primeira mão bastante mais interessante. Comparado com os motores que conheço de outros dispositivos que não auscultadores, as vibrações do Razer Nari Ultimate são notavelmente mais realistas devido à sua ampla gama de frequências hápticas. Isto é bastante interessante em musica como já referi, dando a sensação de primeira fila de concerto, mas é também muito mas muito interessante em jogos, com armas diferentes a darem feedback diferente por exemplo.

Em termos de qualidade de som, a Razer tem uma história de priorização de graves sobre todo o resto, mas aqui existe um bom equilíbrio de lows e mids. No entanto graças ao poder do HyperSense acabam por ser novamente os graves que ficam a ganhar e algumas nuances passam ao lado dos Nari Ultimate, mas estes são uns auscultadores gaming e no que tocas a jogos os Nari não são apenas competentes, o seu poder e feedback hápico dá-lhes o realismo que falta a dispositivos de alta fidelidade que tem como foco a música pura e simplesmente.

Além disso os auscultadores ganham ainda mais valor graças a  um microfone retrátil que o jogador pode silenciar pressionando um botão convenientemente colocado na parte de trás do fone de ouvido esquerdo. Abaixo disso, há uma roda que se pode usar para equilibrar o volume de chat audio com o áudio do jogo. Um botão de ligar / desligar, uma porta de carregamento micro USB e uma tomada de 3,5 mm que é essencial por mais que estes sejam uns auscultadores sem fio e que estão localizados abaixo das rodas. Por trás da direita, há uma roda de volume e, na parte inferior, uma dock  para o dongle USB sem fio de 2,4 GHz, compatível exclusivamente com o PC, PS4 e Mac. A bateria em si acaba por ser um grande ponto a favor já que o HyperSense come bastante energia e mesmo com ele ligado e Chroma, a bateria atinge as 8 horas de duração, algo realmente impressionante e sem nada disso activo então a duração é praticamente um dia inteiro, 20 horas.

Os Razer Nari Ultimate faz o melhor que oide para se destacar e graças ao HyperSense consegue fazer exactamente isso, no entanto existem alguns problemas, mas aquele que mais me desiludiu foi a durabilidade. A Razer tem nesta linha alguns excelentes dispositivos e o Kraken por exemplo com a sua estrutura metálica promete ser super resistente, no entanto os Nari Ultimate apesar de manterem o mesmo aspecto e o mesmo design de estrutura, a sua construção é em plástico e as ligações dos vários elementos parecem-me muito menos resistentes que nos Kraken. Sendo que a estrutura dos Kraken em metal é praticamente ou exactamente igual até, é com alguma pena que vejo que a Razer tenha optado por plástico, até porque não me parece que o peso adicional fosse problema e estamos a falar de alumínio que é bastante leve mas mais resistente que o plástico usado aqui.

Tiago Roque

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