Análise: Red Solstice 2: Survivors

O primeiro Red Solstice recebeu opiniões razoáveis no seu lançamento original já há sete anos. A mistura de estratégia e survival horror foi realmente inovadora e a ideia de o jogador ter que se adaptar constantemente a um campo de batalha em mudança tornou as coisas realmente diferentes. A sequela tenta pegar em muitos dos mesmos conceitos e melhorar tudo um pouco. Red Solstice 2: Survivors é mais próximo de um RPG de ação, mas com alguns elementos táticos. O jogador assume o controle do Executor para liderar um esquadrão na luta contra mutantes para salvar a humanidade. Podemos jogar a solo e controlar o Executor enquanto ele lidera um esquadrão de fuzileiros controlados por IA ou encontrar um grupo online com 8 jogadores.

No ano 177 depois da Terra, o planeta foi devastado por mutantes, que obrigam a humanidade a se refugiar em Marte. Agora, uma organização chamada Founders está a treinar soldados para tentar recuperar o velho mundo e cabe ao jogador e o seu Executor, um super-soldado da Founders a bordo da plataforma de armas orbitais conhecida como Solar, salvar o mundo. Daqui, a nossa personagem irá ser lançado em missões para ajudar os últimos sobreviventes da raça humana, num grupo de elite conhecido como Cell.

Existem essencialmente dois modos de jogo, a campanha e o modo Skirmish, onde podemos jogar cenários isolados sozinhos ou convidando outros jogadores. As missões têm objetivos variados, mas não existem objetivos muito diferentes daquilo a que já estamos habituados, como escoltas ou simplesmente sobrevivver. Os níveis são jogados no estilo RTS tradicional, com uma vista isométrica onde controlamos os nossos soldados com o ratos e o teclado é usado para controlar a câmera do jogo, permitindo que os jogadores tenham uma boa visão do campo de batalha enquanto disparam contra ondas de inimigos.

Embora Red Solstice 2 pareça um twin shooter, é um pouco mais automatizado do que isso. Podemos apontar de forma manual e isso é até necessário para a maioria das habilidades e armas secundárias, mas também podemos escolher deixar a personagem em um modo Overwatch, que automatiza a jogabilidade. Não é exatamente estratégico, mas isso não significa que não é necessário intervir. Os inimigos atacam constantemente em ondas infinitas, infelizmente todos os inimigos parecem iguais, não existindo grande forma de diferenciá-los. Hordas de criaturas mutantes atacam o nosso esquadrão e todo o cenário fica caótico, algo que apesar de divertido, não é muito tático.

Felizmente temos muita estratégia e gestão antes dos encontros. Red Solstice 2 tem algumas instâncias onde podemos melhorar o nosso esquadrão. Durante as missões, podemos colocar pontos em habilidades, favorecendo aqueles que são específicos para a situação em que estamos. Embora as missões sejam geradas processualmente, não ajuda que o Red Solstice 2 se sinta limitado nos tipos de missão. Existem apenas alguns tipos de missão diferentes, que mesmo que com diferentes objetivos sentem-se demasiado iguais.

Podemos alternar entre uma das duas armas pré-selecionadas, mas as armas secundárias, têm um número limitado de munições. As armas também têm diferentes tempos de carregamento, o que se torna um fator muito importante na batalha porque recarregar deixa as nossas unidades vulneráveis ao ataque das hordas de mutantes. Existem também estados que podem ser infligidos, como a arder ou envenenado, com que nos temos de preocupar. Antes de cada missão, podemos configurar o layout da personagem, selecionando diferentes classes ou armas. Existem seis classes diferentes neste momento, todas elas bastante clássicas dentro do género, desde o médico, unidades blindadas ou o soldado raso tradicional. Com o tempo vamos também poder desbloquear novas armas e habilidades da árvore de habilidades.

Red Solstice 2: Survivors é um jogo divertido, mas longe de cumprir o que promete. Os jogadores quando procuram um jogo deste género normalmente procuram maior desafio tático e este jogo não oferece isso. Pode encontrar um público, mas pode ter dificuldades em encontrar jogadores dentro dos padrões do género.

Tiago Roque

Leave A Comment