Antevisão: Unexplored 2: The Wayfarer’s Legacy

Unexplored 2: The Wayfarer’s Legacy é um roguelite focado principalmente na aventura. O jogador é um wayfarer, um membro de um clan e tem como tarefa levar a Staff of Yendor até uma força elemental que assumo será lendária. O jogo começa com o jogador a criar a sua personagem, escolhendo uma raça e algumas características que definem a personagem.

Depois disso temos um pequeno tutorial, que tendo em conta que Unexplored 2: The Wayfarer’s Legacy tem data prevista de lançamento apenas algures em 2022, nem estava à espera que existisse. Precisa ainda de muito trabalho como é óbvio, mas tendo em conta o tempo que ainda falta para o lançamento estava à espera de pior ou da sua inexistência. O tutorial não é de todo suficiente para nos preparar para o jogo e Unexplored 2 não é apenas um jogo difícil, mas também bastante complexo complexo, onde o jogador tem que aprender como gerir o movimento no mundo superior e como explorar mapas que também podem envolver perigos ambientais ou lutas.

Os aspectos que o jogador tem de gerir, é obviamente a sua saúde e de forma mais original, a esperança. Muitos jogos de inspiração Lovecraft utilizam um sistema de sanidade, assim como alguns jogos de terror mais recentes, mas ver isso aqui é uma agradável surpresa. As condições podem afetar esses dois aspectos, perder muito HP pode resultar em um ferimento mais ou menos permanente, ou pelo menos que dura vários dias do jogo. Acampar em condições adversas pode ter um efeito semelhante. Apanhar uma espécie de gripe que não tratada irá fazer a personagem perder esperança. Esta mecânica acaba por ser muito interessante e a execução mostra bons indicativos já neste momento.

Unexplored 2: The Wayfarer’s Legacy é como disse acima, um roguelite, o que como sabemos significa que morrer é o que vamos fazer mais. Não é um jogo onde esteja sequer em cima da mesa jogar sem morrer e como em todos os jogos que conheço do género, morrer faz parte da experiência. A diferença é que aqui em vez começar um novo jogo quando isso acontece o jogo irá avançar no tempo e o jogador interpreta o próximo Wayfarer a ser recrutado para missão. Os lugares que conhecemos anteriormente ainda estarão lá e não só isso, eles são afetados pelas ações que fizemos.

Roubar um item mágico de uma masmorra irá removê-lo também para o futuro, enquanto matar um grupo de bandidos perto de uma aldeia fará com que a aldeia se expanda, resultando em melhores mercadores nos anos seguintes. É este o aspeto que mais gostei no jogo. Nem sempre as mecânicas roguelite fazem grande sentido, mas a explicação que Unexplored 2: The Wayfarer’s Legacy encontrou para as suas mecânicas é simplesmente brilhante. Não se trata também apenas de uma explicação, mas sim de uma mecânica e em si.

O combate em si ainda precisa de trabalho. É um sistema de combate em tempo real e requer utilizar dois itens que a nossa personagem leva em cada mão. Existem várias armas e itens diferentes que podem ser equipados e como um roguelite, o jogador terá de encontrar um equipamento que se adapte à sua forma de jogar e ter muita sorte, ou simplesmente tornar-se bom em praticamente todas as armas e ter apenas sorte. Os inimigos têm uma variação decente, considerando que o o jogo está ainda longe de finalizado, mas ainda falta muito trabalho em termos de equilíbrio, tanto no ataque da personagem como nos inimigos.

Unexplored 2: The Wayfarer’s Legacy é um jogo realmente inovador e estou bastante curioso para ver o resultado final. Aqui que já está presente é muito bom e ainda falta muito tempo até ao lançamento, o que dá aos seus criadores tempo suficiente para alisar tudo o que falta melhorar.

Tiago Roque

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