Análise Impire

O que é Impire? À primeira vista não podemos deixar de relembrar Dungeon Keeper, um jogo que além de ser uma marco para a industria graças à sua originalidade é um dos meus jogos de estratégia favoritos. O seu humor foi uma lufada de ar fresco em 1997 e Impire tem muito dele no seu ADN. Infelizmente tal como no mundo real partilhar muito ADN não signica que existam muitas semelhanças e a diferença entre Dungeon Keeper e Impire é como comparar o dia e a noite, especialmente no que toca à qualidade.

Tirando algumas semelhanças superficiais que nos enchem de esperanças de ver um novo Dungeon Keeper rapidamento começamos a ver as diferenças e o nosso sorriso desaparece. O humor unico de Dungeon Keeper está a anos luz daquilo que Impire oferece e todas as mecanicas de gestão foram substituidas por um controlo directo de praticamente tudo, o que deixa Impire mais proximo de um qualquer RTS do que de Dungeon Keeper no que toca ao gameplay em si. Sim a apresentação do jogo continua a relembrar a sua inspiração mas a jogabilidade é diferente, não que isso seja um problema em si só, simplesmente mesmo quem não conhecer Dungeon Keeper vai encontrar problemas.

Em Dungeon Keeper podiamos construir a nossa masmorra, criar armadilhas e utilizar os monstros para a proteger. Os monstros podiam treinar se quisessem, não havia forma de os obrigar, e nem todos os diferentes monstros se davam bem. Parte de jogar Dungeon Keeper era antever todos estes problemas e essa era parte da diversão. Infelizmente tudo isso não existe em Impire, é tudo controlado pelo jogador. Sim temos mais controlo sobre tudo, mas neste tipo de jogo o controlo directo é algo que não parece correcto. Por alguma razão é bastante mais divertido ver tudo a acontecer sem a nossa influencia, aumenta o realismo e faz-nos sentir como um verdadeiro Overlord.

Em Impire sentimo-nos como um general a criar o seu exercito e não me parece que seja esse o objectivo, mas posso estar errado. Mas tudo isto não faz de Impire um mau jogo. Este tem todo o direito de te ter identidade propria como qualquer outro jogo no mercado, por muito que eu queira um novo Dungeon Keeper. É a sua qualidade como RTS que o prejudica em ultima análise.Como já disse antes, o jogador tem controlo sobre tudo, o que isto significa na verdade é que o jogador em vez de ter de gerir dois ou três aspectos do jogo o jogador tem que gerir praticamente todas as unidades singulares do jogo individualmente. É uma tarefa chata que não oferce qualquer vantagens relativamente à abordagem de Dungeon Keeper por exemplo.

ss_82dd4c2251aac9dc309636cbd7108c06c0399173.1920x1080

A micro-gestão de muitos aspectos de um jogo é algo que sempre odiei, porque aumenta uma dimensão de complexidade desnecessária e que assusta mais jogadores do que o que os criadores devem ter sequer noção. Além disso neste caso é completamente desnecessária. É realmente mais natural mandar uma unidade comer do que ela fazê-lo sozinha? São estes aspectos de micro-gestão que na minha opinião são desnecessários.

Obviamente compreendo que seja necessário escolher uma especialização ou upgrades de cada unidade, mas dizer o que cada unidade deve fazer individualmente não é uma boa opção, pois passamos de grandes generais a babysitters.

Além deste problema há um ainda maior. Num jogo de estratégia, tal como o nome indica deve haver estratégia. Infelizmente em Impire esta não é muito importante, todos os níveis desenrolam-se praticamente da mesma forma e os edifícios a construir e onde os construir não mudam muito o jogo.

ss_4d95dba0ec7f5910c254aa6642da939ef331e566.1920x1080

Não precisam de pensar muito em que unidades utilizar, pois podem simplesmente criar o máximo possível de uma delas que funciona da mesma forma. Depois é apenas uma questão de fazerem todas as tarefas tediosas de que já falei, como enviar as vossas unidades à cozinha de vez em quando e depois voltar a colocá-las à entrada da caverna para irem matando alguns heróis, pois as armadilhas não são suficientes.

Obviamente há alguns aspectos positivos. Graficamente e a nível da direcção de arte Impire é bastante interessante, nada de extraordinário mas interessante. A história ajuda bastante a nos manter interessados. Há um bom trabalho de vozes e as personagens são engraçadas. Impire é marcado por um humor negro bastante engraçado e que mostra que não devem levar o jogo muito a série.

Impire é um RTS que poderia ser bastante melhor com menos micro-gestão e mais simulação de um verdadeiro calabouço. Além disso não se consegue manter como RTS, com uma estratégia pouco elaborada, havendo realmente pouca razão para pensarem no que estão a fazer, uma vez que podem simplesmente acumular unidades iguais.

Pontuação: 5/10

Requisitos do Sistema

Minimum:

    • OS:Windows XP/Vista/7
    • Processor:Intel® Core™2 Duo Processor E8400 3.0GHz or AMD Athlon 64 X2 6000+,
    • Memory:3 GB RAM
    • Graphics:NVIDIA® GeForce 8800 or ATI Radeon® HD3000 video card with 512MB of dedicated memory
    • DirectX®:9.0
    • Hard Drive:3 GB HD space
    • Sound:DirectX Compatible Soundcard
    • Other Requirements:Broadband Internet connection
    • Additional:3-button mouse, keyboard, speakers, Internet connection for multiplayer

Recommended:

    • Additional:3-button mouse, keyboard, speakers, Internet connection for multiplayer

Tiago Roque

Leave A Comment