Análise Sang-Froid: Tales of Werewolves

Sang-Froid: Tales of Werewolves é um jogo que já saiu à algumas semanas mas que apenas agora nos foi possível analisar. É um jogo que mistura Tower Defense com acção directa, um pouco como Orcs Must Die mas de uma forma bastante diferente. É também um jogo que transpira cultura canadiana. Desde o menu inicial, à história, ambiente e praticamente tudo o resto é bastante inspirado na cultura canadiana, cultura essa que talvez não conheçam muito mas se conhecerem irão perceber o que eu digo.

A história é de dois irmãos que têm que se defender dos ataques de lobos, lobisomens e outras criaturas durante a noite enquanto a sua irmã recupera de uma misteriosa doença sobrenatural. Sang-Froid: Tales of Werewolves é também um dos jogos mais difíceis que joguei. Comparando-o com Orcs Must Die por exemplo é muito mais difícil, principalmente porque enquanto em Orcs Must Die podíamos recorrer com sucesso apenas à acção sem pensar muito numa estratégia, principalmente nos níveis iniciais, aqui a própria fase de acção envolve muito mais estratégia do que podem imaginar.

Apenas os irmãos são personagens jogáveis e podem escolher um dos dois o que influencia a dificuldade do jogo. O jogo desenrola-se num ciclo dia noite, em que durante o dia podem visitar a cidade e comprar mantimentos e durante a noite têm que sobreviver às hordas de lobos, tudo isto durante vinte dias. Na cidade existem bastantes itens que permitem planear a nossa defesa. Infelizmente apenas temos um orçamento bastante limitado. Podem comprar também melhor armamento ou abençoar o equipamento que já tenham, o que aumenta um pouco o seu dano. Neste aspecto à bastantes elementos de RPG incluindo pontos que podem gastar em habilidades.

Para colocarem as armadilhas que podem comprar na cidade vão ter acesso a uma visão de cima do mapa em que irão jogar essa noite. Podem tentar várias estratégias tentando prever os movimentos dos inimigos e dispondo armadilhas que os abrandem, aleijem e até matem alguns dos inimigos. É importante que protejam a casa principal onde está a irmã das personagens. Mesmo nos níveis iniciais podem sentir dificuldades, mas é no decorrer do jogo que vão encontrar o verdadeiro desafio à medida que os inimigos vão aumentando a sua velocidade e agilidade. É nessa altura que vemos a importância de preparar da melhor forma a noite e durante o dia.

As armas podem ser de combate corpo a corpo, um machado que podem usar para ataques sucessivos com combos de três ataques. Existe também uma espingarda que demora uma eternidade a recarregar, portanto devem medir bem os vossos tiros e tentar nunca falhar a cabeça. Para completar a lista de acções que podem usar existe um sprint. Tanto o sprint como o machado utilizam stamina, o que torna impossível simplesmente atacar em Sang-Froid, o que torna o próprio combate bastante mais táctico que o normal.  Um outro elemento de Sang-Froid é o factor de medo que os inimigos têm de nós, ou seja, os inimigos apenas nos atacam se a sua agressividade for superior à nossa. É um elemento original e interessante que traz alguma inovação a este titulo.

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O pior aspecto de Sang-Froid acaba por ser o grafismo que é realmente pobre. Os próprios menus não são muito apelativos e se eu tivesse que julgar este jogo pelas imagens da loja da Steam nunca o iria comprar. Felizmente estamos aqui para vos dizer que apesar de ser feio ao olhar há muito para gostar aqui. Felizmente no audio é bastante melhor. As vozes são decentes no mínimo e os lobos uivam de forma convincente, assim como os efeitos especiais das armas.

Sang-Froid: Tales of Werewolves é um óptimo jogo. É sem duvida um grande desafio tanto para os amantes dos jogos de acção como da estratégia. É preciso ter em conta um enorme numero de variáveis que nunca pensamos na primeira tentativa. Infelizmente o grafismo impede-o realmente de ser algo mais e chegar ao publico maior. Muito dificilmente jogadores que vejam apenas a página da Steam irão adquirir este jogo. Felizmente este é um dos poucos problemas, não que não existam outros, mas nenhum deles irá prejudicar a experiência de jogo e desviá-la da que era pretendida pelos seus criadores.

8/10

Tiago Roque

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