Análise: Skyward Collapse

 

Aqui o objectivo é bastante diferente dos jogos que joguei. Enquanto que nos outros jogos existe alguma liberdade, apesar de existir normalmente um objectivo, aqui existe um objectivo bastante concreto. Os jogadores com os seus poderes divinos irão ter que incitar dois povos a entrar em guerra um contra o outro, ao mesmo tempo que vão ter que fazer tudo o possível para que nenhum ganhe. Isto é a única coisa que podem fazer e a vossa pontuação será o resultado do quão violento é o conflito entre os dois povos, no entanto a vitória resulta de nenhum deles sair realmente vencedor.

Não existe nenhuma campanha, sendo o jogo baseado em cenários em que podem definir algumas opções básicas como o tipo, dificuldade e requisitos da vitória. O tipo de mapa influencia bastante o jogo, especialmente as unidades que têm que se desviar de montanhas por exemplo e recebem bonus em alguns terrenos. As acções são feitas por turnos, com o jogador a ter direito a dois e depois cada facção irá ter direito a um turno. Cada acção gasta pontos e irão ter que fazer as vossas decisões tendo em conta o numero de pontos que vos restam. Não existe aqui realmente nada de bastante diferente do normal, acções mais poderosas gastam mais pontos e quanto menos forem menos gastam.

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Os jogos podem ser bastante longos, com cada uma das três rondas a ter entre 30 a 50 turnos. Os nossos poderes incluem criar unidades especiais e definir recursos. Não podem controlar directamente nenhuma cidade ou as unidades de cada povo, no entanto podem ajudar as cidades ao dar-lhes recursos para criarem mais armamento e soldados por exemplo.

Como o objectivo é que nenhum dos povos vença, se isso acontecer irão perder o jogo. No entanto se ambos forem pacíficos também irão perder o jogo pois existe uma pontuação mínima para vencer o jogo e como já disse a única forma de ganhar pontos neste jogo é fazer com que existam batalhas entre os dois povos. É realmente uma mecânica interessante como muitos pormenores a serem considerados. Por exemplo, o maior numero de pontos vem da destruição de edificios, no entanto isso irá trazer muita vantagem para um dos lados e nenhum pode ganhar como se lembram. É este equilibro o real desafio de Skyward Collapse.

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Para manter as coisas interessantes o jogo faz ainda algumas coisas sozinho para evitar que os dois povos criem unidades fracas mantendo tudo muito equilibrado, criando bandidos por exemplo que atacam as cidades que estiverem mais perto. Todos estes eventos desequilibram a balança e é preciso tomar medidas contra o povo que não foi atacado ou ajudar aquele que o foi. Existem ainda outros eventos cm os mesmos efeitos, pelo que podem ver a dificuldade de manter tudo equilibrado.

Para criarem unidades, que visto sermos um deus podem imaginar o seu poder, temos enormes requisitos. É uma lista realmente grande e em vários níveis. Para criar por exemplo um gigante precisamos de um talhante por exemplo, no entanto para existir um talhante é preciso outra série de coisas. Quanto mais poderosa for a unidade que querem criar maior será a lista de requisitos. O jogo também nos dá a entender que cada um dos povos tem pontos fortes diferentes e cabe-nos a nós fazer tudo para que eles não os consigam realmente utilizar ao limitar os recursos de um certo tipo, para que cada povo não consiga realmente utilizar os seus pontos fortes.

 

Tiago Roque

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