Análise Endless Space: Disharmony

Endless Space saiu o ano passado e para surpresa de muitos foi bastante bem recebido pela critica, chegando a um ótimo 9/10 aqui no Combo Caster. Elogiei na altura bastante o design e profundidade do jogo, apesar de reconhecer algumas falhas no combate, dado que é bastante mais simples que o restante jogo e alguns bugs ocasionais que provavam que o jogo ainda sofria de alguns problemas. No entanto, o resultado global era bastante forte e até superior a alguns marcos da industria como Sword of the Stars.

Dado que esta é uma análise a Disharmony, a primeira expansão de Endless Space, tudo o que diz respeito ao jogo base não irá ser referido, portante recomendo que leiam a nossa análise aqui. Sendo esta uma expansão de conteúdo, o jogo deixa-nos optar por jogar o jogo sem qualquer conteúdo da expansão. Além de conteúdo novo uma das novidades é sem duvida a melhor IA, que é agora mais inteligente e mais facilmente consegue adaptar-se às nossas tácticas que contrariá-las. Um dos primeiros impactos com a nova versão do jogo deixa-nos realmente preocupados porque os inimigos são realmente mais difíceis. Em termos de números podem contar com muito mais unidades inimigas a atacarem as vossas forças, assim como ataques mais cedo.

Se isto resulta da nova IA ou simplesmente de um boost na dificuldade é difícil de saber. Tratando-se de uma expansão os criadores podem simplesmente admitir que agora já dominamos o jogo um pouco melhor. Infelizmente isto basicamente implica que os jogadores mais novatos vão ter realmente que jogar com o novo conteúdo desligado porque mesmo nas dificuldades mais baixas o jogo consegue ser demasiado desafiante para os jogadores menos experientes.

Quanto a conteúdo propriamente dito a principal novidade é a nova facção, Harmony, que tem com principal característica o facto de não utilizar dust como moeda. Isso deriva da sua própria história uma vez que olham para o dust não como essencial para o seu desenvolvimento mas como uma praga e lutam para a sua destruição.  Isto faz com que tenhamos que procurar novas estratégias uma vez que muitos dos caminhos anteriores ficam barrados ao não ser possível recorrer ao dust. Foram ainda introduzidos os Bombers e Fighters, dois novos tipos de naves que adicionam uma nova camada de complexidade tanto ao jogo em si como ao combate. Muitas das interfaces menos conseguidas do jogo base foram revistas e são agora mais simples de utilizar para os jogadores menos experientes.

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Infelizmente apesar de todos estes esforços de tornar o jogo melhor, com melhor interface, melhores tutoriais e mais conteúdo, o novo sistema AMAS da IA torna a campanha a solo praticamente injogável. Online o jogo está ainda melhor, mas o tradicional jogo a solo que era um dos pontos fortes do jogo lançado o ano passado fica praticamente estragado pelo simples facto de jogadores como eu que neste género são apenas casuais não conseguem construir um jogo longo que nos divirta. Apesar de reconhecer o esforço dos criadores em melhorar a IA e criar conteúdo de qualidade ao mesmo tempo que melhoravam o trabalho já feito, tudo isso resulta em nada quando tornam o jogo impossível de jogar a não ser que sejam fãs hardcore do género.

5.5/10

Tiago Roque

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