Análise: The Wonderful 101

Na realidade controlamos apenas uma personagem ao mesmo tempo sendo o grupo apenas um numero que representa o poder dos nossos ataques e nos permite receber alguns itens em localizações especiais. Sempre que encontrarem civis pelo cenário podem recrutá-los para a missão actual mas sempre que a missão trocar irão começar apenas com os Wonderful 100 que forem encontrando. Estes são encontrados da mesma forma que encontramos civis portanto não é precisa uma atenção especial na exploração das áreas do jogo para encontrar a maioria.

Os cenários são relativamente lineares mas existem sempre algumas recompensas para quem perder tempo a explorar um pouco. Além disso existem ainda alguns itens que precisam de um certo ataque ou acção. Além das referencias a heróis há muitos elementos que lembram não os heróis em si mas action figures.   Durante os diálogos por exemplo consegue-se notar realmente essa inspiração uma vez que as personagens mais detalhadas que aparecem durante essa fase apresentam um brilho que lembra o plástico.

Wonderful-101-Screen-1 Mas não é apenas aí, pois durante o jogo vão encontrar algumas unidades inimigas com humanos presos no interior em que a mecânica para os resgatar é exactamente a mesma da usada para retirar bolas nas maquinas espalhadas por todos os cafés de Portugal. Tudo isto dá-nos um pouco de contexto, mas não explica a jogabilidade de Wonderful 101. No inicio do jogo vão aprender o básico do jogo. Os ataques têm por base a arma de cada uma personagens principais, logo não irão realmente trocar de arma mas sim de personagem.

Ao bom estilo de Power Rangers cada um tem também uma cor diferente. A primeira personagem com quem vão ter contacto é Wonder Red, o “Power Ranger” vermelho que tem como arma apenas uma mão. Para seleccionar uma arma não vão simplesmente carregar num botão como é normal nos jogos de acção, mas sim desenhar uma certa figura no ecrã com o analógico direito ou utilizando o ecrã táctil.

À medida que vão avançando na história vão sendo adicionadas novas personagens, como o Wonder Blue, um americano convencido equipado com uma espada, a “volumosa” Wonder Green, a nossa atiradora de serviço ou o Wonder Yellow e Wonder Pink, com um martelo gigante e chicote respectivamente. Cada uma destas personagens tem uma personalidade bastante distinta e os diálogos nas cutscenes são sempre bastante divertidos, especialmente os que envolvem Wonder Blue que acabam normalmente com ameaças aos inimigos e a sua morte pela sua arma Valiantium Blade. 13767469329-630x351 Este sistema de troca de ataque é tanto o seu maior trunfo com o maior problema. Por um lado é importante ver um jogo a tentar algo de diferente e funciona muito melhor durante quicktime events que simplesmente carregar em algumas teclas, mas por outro lado este sistema quebra um pouco a acção. Não sei até que ponto o jogo seria prejudicado por usar um sistema um pouco mais tradicional, mas com isso não quero dizer que não gostei deste sistema.

É bastante fácil lembrarmos-nos do símbolo correspondente daquilo que queremos e como a acção abranda enquanto desenhamos é também uma boa altura para pensar no que fazer. O que acaba por prejudicar mais a acção é o medidor de bateria. Este medidor diz-nos se podemos ou não transformarmos-nos noutra arma por exemplo e se levarmos algum dano e tentarmos mudar demasiadas vezes ficamos presos numa das formas.

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O jogo também nos encoraja a fazer constantes trocas de forma, pois os primeiros ataques depois de desenharem o símbolo correspondente dão danos superiores e normalmente têm também um alcance maior. Podem voltar a chamar a mesma forma para voltarem a ter este bonus de ataque. Com o Wonder Blue por exemplo durante o bonus conseguem eliminar um mech gigante em poucos ataques, mas precisam de mais do triplo para fazer o mesmo com a espada em tamanho normal. As habilidades dos Wonderful 100 também são óptimas para defesa, assim como algumas habilidades que podem comprar entre as missões.

Um aspecto bastante interessante é o facto de as habilidades de defesa serem também um contra-ataque, o que nos incentiva realmente a utilizar estas estratégias em vez de atacar cegamente e levar dano ao mesmo tempo. Não é realmente fácil morrer uma vez que muitos ataques vão apenas deixar algumas unidades inconscientes, o que apenas nos obriga a tocar-lhes para as reanimar. Para não levarem dano vão ter que usar a defesa certa.

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Contra ataques laser por exemplo podem usar a espada do Wonder Blue, que repele os ataques directamente para o atacante e contra bombas podem usar uma das primeiras habilidades que podem comprar e transformam o grupo numa espécie de cápsula gelatinosa que também devolve os projecteis aos inimigos. Caso acabem mesmo sofrer algum dano podem usar alguns itens de cura através do menu.

Além dos bosses, que posso já dizer são fantásticos e bastante divertidos de combater, os inimigos podem precisar de um certo tipo de ataque para lhe baixar as defesas, como por exemplo aqueles que estão cobertos de espinhos e que têm que ser combatidos com o chicote da Wonder Pink. Atacar um inimigo bastante fortificado com uma espada por exemplo resulta apenas nas nossas unidades a ficarem inconscientes, até porque as armas são compostas pelas nossas próprias unidades. Wonderful 101 tem tudo para ser uma série de sucesso.


 

 

Tiago Roque

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