Análise Girl Fight

Girl Fight é exactamente aquilo que o nome indica, um jogo de luta apenas com personagens femininas. Como se as lutadoras de Dead or Alive não fossem exageradas o suficiente, alguém achou que devia criar um jogo baseado apenas na ideia de personagens femininas com roupa que quase não consegue aguentar o peso do peito. O jogo supostamente passa-se numa arena virtual, uma vez que sempre que uma lutadora é derrotada desmaterializa-se e existem uma voz ao estilo GLaDOS que tenta contar uma história. Tenta mas não consegue, pois depois de algumas horas com o jogo continuo sem perceber porque razão as personagens estavam a lutar entre si.

O primeiro modo onde entrei foi o de treino, o que é previsível pois raramente jogo jogos de luta e estava à espera de alguma dificuldade no modo normal. Infelizmente o modo de treino não faz um bom trabalho a ensinar qualquer movimento, baseando-se apenas em mostrar-nos as teclas em que acabamos de carregar. Mesmo tentar ver os controlos nos menus não ajuda muito, com o jogo simplesmente a mostrar símbolos que não correspondem aos botões.

Girl Fight começa apenas com uma personagem, War Child, uma personagem feminina com os mesmos argumentos que todas as outras personagens do jogo, um grande par e pouco mais. O combate com War Child e todas as outras personagens, baseia-se em apenas duas teclas uma para o soco e outra para os pontapés. Conseguir lançar um combo não é muito difícil, se bem que raramente percebemos o que fazemos. Obviamente à medida que jogamos vamos decorando alguns ataques e saltar entre combos é relativamente fácil.

Além dos ataques normais podemos escolher dois ataques especiais. Estes podem ser utilizados sempre que encherem uma barra atacando com os ataques normais. É um sistema decente mas que pouco mais é que um ataque especial com a diferença de podermos escolher qual o poder que queremos. Existem algumas escolhas interessantes e pode até haver alguma estratégia envolvida aqui, mas nada que torne o restante jogo menos medíocre.

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O pior de Girl Fight é que não apresenta qualquer desafio na componente singleplayer. A IA é fraca e raramente nos consegue ganhar uma ronda. Infelizmente tudo se complica com o facto de não existir ninguém online. Além de isso ter tornado analisar a componente online impossivel é também um problema para quem comprar realmente o jogo e estiver à espera de testar as suas capacidades contra adversários reais. A não ser que convençam alguém a comprar também o jogo isso pode ser um problema.

Os gráficos de Girl Fight são bastante simples, mas fazem o trabalho, e a componente sonora mantém essa qualidade apenas funcional. Enquanto lutam irão ganhar créditos que podem ser gastos na loja, aqui podem comprar novas habilidades especiais, a história de cada personagem e concept art. Quando vi que a biografia de cada personagem tinha que ser comprada não pude evitar de me rir um pouco.

Girl Fight não tenta ser um bom jogo de luta. Em vez disso tenta apelar aos mais básicos instintos masculinos. A prova disso é a natureza dos desbloqueáveis que vamos adquirindo no decorrer do jogo. Quase todos aqueles que não envolvem itens de jogo, são imagens sedutoras das lutadoras. Se é isso que estão à procura e já estão fartos de Dead of Alive, mas a grande maioria de vocês não está interessada em Girl Fight.

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4/10

Tiago Roque

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