Análise: AntiSquad

A história começa pelo resgate de um dos membros da equipa, Cactus, que ao investigar sozinho uma nova droga sintética no México acaba por desaparecer. Depois do salvamento a investigação continua com o resto da equipa. É uma historia desinspirada e muito pouco interessante, servindo apenas para explicar o porque das personagens irem o ponto A para o ponto B.

Existem sete personagens ao nosso dispor, cada uma com habilidades e armamento diferentes. A nossa equipa irá ser composta por três destas sete personagens. Além do equipamento base de cada personagem existem ainda alguns que podemos equipar que trazem alguns buffs como melhor proteção.

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O jogo faz um bom trabalho a ensinar-nos a jogar, com a primeira missão do salvamento de Cactus a servir como tutorial. Cada movimento que uma personagem faz gasta AP, Action Points, um sistema que não inventa muito na base solida destes jogos. A interface podia ser bastante melhorada.

É bastante fácil ver o quanto nos podemos mover, mas a mesmo não pode ser dito das personagens inimigas, das quais apenas temos acesso a estatística. Pensar em atacar à distância obriga-nos a fazer algumas contas para nos mantermos em segurança. Visualmente tal como referi antes, existe uma inspiração clara em Team Fortress 2.

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Mesmo se esquecermos o grafismo em si existe muito mais inspirado no jogo da Valve, o tom humorístico, as cores, as personagens e a música, tudo é semelhante, chegando ao ponto de parecer por vezes o jogo do mesmo universo. Se fosse realmente um jogo baseado Team Fortress não existiriam problemas de identidade, mas AntiSquad claramente fica com muito pouca identidade própria quando optou por esta direção artística.

O design dos níveis é também bastam-te pobre. Não existe variedade e são demasiado lineares, sem surpresas e previsíveis. Isto não quer dizer que sejam fáceis. Nos níveis mais avançados temos que pensar realmente na melhor composição possível tendo em conta os inimigos. Seria mais interessante pensar de que forma podíamos usar as mesma unidades, com diferente armamento por exemplo, mas o jogo obriga-nos a ir trocando.

 

 

 

 

Tiago Roque

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