Análise: Space Rangers HD: A War Apart

Um universo em que o único perigo não é apenas esta raça de máquinas, mas também os vários facões de piratas. Esta é uma boa desculpa para voltar a jogar Space Ranger. Esta é uma experiência de jogo bastante aberta e dificilmente irão sentir que estão a jogar a mesma coisa se voltarem ao jogo mais de 10 anos depois. Dependendo da raça irão começar numa zona diferente. Na criação de personagem irão ter que escolher além da raça uma profissão. Pode. Escolher desde guerreiro até comerciante ou pirata. Esta profissão pouco altera além do início do jogo.

Depois do início somos nos a decidir tudo, o futuro é nosso e o espaço aberto à exploração. A liberdade é o ponto forte e por vezes a sensação que fica de jogar Space Rangers HD é a de estarmos a jogar uma espécie de EVE offline. Existe uma economia própria baseada na oferta e procura, com os planetas s produzirem quantidades relativamente aleatórias de certos produtos para mexer na economia.

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Quando percebemos este sistema começamos a tomar proveito das potencialidades. À medida que vamos conhecendo os preços normais vamos tentando comprar barato e vender caro. Isto é apenas uma das faces de Space Rangers. Se quiserem podem ignorar por completo o especto comercial e apenas usar as lojas para comprar o que precisam, até porque aquilo em que vão passar maior parte do tempo é nas missões das facões. Estas missões não são muito variadas e envolvem normalmente levar algo de um sítio para o outro, variando apenas no sítio.

Esta é uma boa forma de ganhar dinheiro e dependendo do sítio para onde temos que ir podem tornar-se missões realmente desafiantes. Podemos também diminuir o tempo que demoramos a chegar ao destino e assim ganhar uma recompensa maior. Ocasionalmente iremos também receber equipamento co recompensa, sendo ainda possível ganhar crachás (quem não gosta de crachás?). Para viajar para todos os sectores temos que comprar mapas. No início temos acesso a apenas o sector inicial, mas cedo vamos aceder a outros, cada vez mais longínquos. Além de mapa precisamos de uma nave melhorada, com um motor mais potente e combustível suficiente. Além de viagens e trocas comerciais existem anda alguns minijogos.

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Algumas missões pedem-nos para completar mini-aventuras em texto. Este tipo de missões não é frequente, o que ajuda a manter alguma diversidade e quando aparecem são normalmente divertidas de completar. Mas mais cedo ou mais tarde temos que voltar à ameaça dos Dominators. Sempre que entramos num planeta dominado pelos Dominators temos que os derrotar nos céus e na terra, num modo semelhante a um RTS, em que temos uma base, temos que construir robôs e capturar recursos.

Este é o pior especto do jogo, graças especialmente à fraca inteligência artificial que tende a ter dificuldade com coisas tao simples como criar um caminho para seguir uma ordem. Isto é particularmente problemático porque todas as zonas dominadas pelos Dominators estão bem protegidas com demasiadas naves inimigas para que seja possível ganhar a batalha sozinho.

Outro minijogo que aparece quando entramos em wormholes, ou aquilo que eu chamaria assim é também bastante deslocado e parece vindo de um jogo completamente diferente, assemelhando-se a um jogo de pinball.

Tiago Roque

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