Análise: Badland: Game of the Year Edition

Quanto se tem apenas o ecrã tátil para interagir com o jogo a jogabilidade de Badland é perfeita, mas no PC sabe a pouco. Utilizamos as teclas de direção para mover uma pequena criatura negra, evitando com que morra nas várias armadilhas espalhadas pelo mapa ou que esta se encoste demasiado ao lado esquerdo do ecrã, o que também provoca a sua morte.

A dificuldade é elevada, mantendo o jogo relativamente interessante mesmo depois de a repetição exaustiva dos cenários e a jogabilidade se tornar repetitiva. No entanto o equilíbrio da dificuldade é arruinado pelos picos que existem em algumas zonas ou níveis. Os checkpoints estão espalhadas por todo o nível, excepto nos níveis mais rápidos e curtos em que não existe nenhum, o que torna o jogo menos frustrante.

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Enquanto que outros jogos do género têm powerups que podemos recolher ou habilidades que podemos ativar, Badlands usa um sistema um pouco diferente de powerups, colocando-os de forma a que é quase obrigatório o jogador os apanhar.

O objetivo é chegar ao final de cada nível com o máximo numero de clones que conseguirem, clones esses que criamos com um dos powerups espalhados pelo cenário, normalmente antes de uma zona recheada de laminas rotativas ou outra  qualquer armadilha que vai certamente limpar a maioria dos clones. Visualmente estes clones funcionam muito bem, criando uma nuvem destas criaturas no cenário, que infelizmente desaparecem rapidamente pois é quase impossível manter o controlo e de todas ao mesmo tempo.

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Os restantes powerups aceleram e abrandam o tempo, tornando os níveis frenéticos ou tornando possível navegar verdadeiros labirintos de armadilhas. Outro powerups torna a criatura, juntamente com todos os clones, maior ou mais pequena, ou seja, grande o suficiente para esmagar e atravessar partes frágeis do cenário ou pequeno o suficiente para passar através de pequenos túneis.

Depois existe ainda um que nos faz saltitar ou agarrar às paredes e um que nos faz rodar, deixando assim a personagem de ter vantagem em voar para rodar pelo chão ou teto. Há ainda portais que temos de atravessar para percorrer o mapa e portais laranja que além de fazerem isso nos tornam quadrados e resistentes a algumas armadilhas.

Visualmente apesar de bonito, Badland perde em criatividade, indo buscar demasiado ao visual de Limbo, com as suas silhuetas negras. Além disso abusa dos mesmos cenários. O jogo divide-se em dias e nas alturas do dia, havendo apenas um cenário para cada altura do dia, sendo o mesmo para os dois dias que compõe o jogo e o mesmo durante todos os níveis dessa altura do dia.

Tiago Roque

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