Análise: Cute Things Dying Violently

Cute Things Dying Violently é um daqueles jogos que aparece na Steam e que parece vindo diretamente de um jogo flash e tem a identidade de um jogo para smartphone. Isso podia não ser completamente mau. Há jogos mobile que chegam à Steam e são realmente divertidos e o grafismo em HD funciona até com resoluções 4k. Infelizmente Cute Things Dying Violently não é um desses jogos.

A jogabilidade é a de um parente pobre do Angry Birds e Lemmings, mas sem metade da qualidade e criatividade. O jogo da Rovio chegou onde chegou por todas as razões imagináveis. Podem não ser fãs de Angry Birds, mas a realidade é que aquilo que faz, faz bem.

ss_c37145986e495aca9a63e251c4bd4944ace88a9f.600x338

Apesar de não ter propriamente uma história, ao menos sabemos que temos de derrotar os malvados porcos que roubaram os nossos ovos. Em Cute Things Dying Violently temos de controlar umas criaturas que não sem bem o que são, que o jogo nos diz serem adoráveis mas não consigo concordar, mas nem sabemos porquê e de quem.

Não há um adversário, um inimigo, nada. Os níveis têm várias armadilhas, do mais cliché possível, serras e espinhos, que temos de evitar enquanto lançamos as criaturas pelo mapa para carregar em botões e enfia-las num elevador. Por vezes temos que posicionar molas para evitar que as personagens caiam fora do mapa ou em armadilhas e nos combates contra bosses que existem no final de cada zona temos de lançar bombas contra estes enquanto posicionamos as personagens de forma a que não rebentem perto.

ss_d442c0bfda4785622a30b3b4b5205b299ea1ddd1.600x338

E é isto que Cute Things Dying Violently tem para oferecer. Não tem profundidade, tem uma musica de fundo mediocre e um aspeto simples e datado. Pessoalmente não consigo ver qualquer razão para adquirir o jogo ou um publico alvo a quem o jogo pode interessar.

Nem mesmo em termos de desafio é interessante. Não tem qualquer pontuação, podendo cada nível ser completado mesmo que só uma das personagens sobreviva, não havendo sequer atribuição de estrelas no final.

Tiago Roque

Leave A Comment