Análise: Goat Simulator

Goat Simulator foi criado por uma simples razão. Servir como material para videos no YouTube. Por muito que se queira pensar de outra forma é impossível. O primeiro trailer tornou-se viral pelo ridículo e todos os YouTubers pegaram no jogo assim que puderam. Na realidade é muito eficaz enquanto fonte quase inesgotável de gritos e guinchos exagerados.

A versão PS4 oferece-nos apenas o conteúdo da versão original que saiu no PC, ainda sem MMOs ou Zombies. Isso significa que em 20 ou 30 minutos se consegue explorar todo o jogo. Em termos de conteúdo é realmente limitado. Se vivem na ilusão que há algo mais do que aquilo que se pode ver num qualquer video gameplay de 20 minutos estão muito enganados.

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Goat Simulator é no fundo um sandbox em que controlamos uma cabra. Não há qualquer objetivo definido além de pequenos objetivos como saltar x metros. Basicamente temos de causar o máximo de caos possível na pequena vila do jogo. Há algumas pessoas, que têm tanta vida em si como uma estátuas, em que podemos mandar umas marradas.

Muitas do carisma e fonte de piadas de Goat Simulator vem de um aspeto do jogo que seria criticado em qualquer outro jogo. Goat Simulator se tem uma qualquer optimização escondia bem. Além de ser recheado de bugs, é um jogo que se arrasta em qualquer sistema em que corre.

Em termos de bugs a lista é imensa, alguns até fazem parte da jogabilidade. A lingua da cabra por exemplo. É usada para pegar em objetos e consegue aparentemente esticar-se por uns 5 metros. Há até uma tecla para entrar em modo ragdoll e arrastar a cabra como se fosse um boneco de trapos.

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Obviamente há um público para este jogo. Crianças e curiosos. Mas fica por aí. Todo o restante público não precisa mais do que ver o trailer para perder o interesse no jogo. É engraçado sim, mas a piada gasta-se rapidamente pelo simples facto de não mudar durante qualquer que seja o tempo gasto no jogo.

O conteúdo é também muito reduzido tende em conta o preço. Há demasiados jogos há venda com muito mais conteúdo. Na Steam principalmente então o leque de jogos indie que são uma escolha muito mais válida para gastar dinheiro é imensa. Na PS4 não é tanto esse o caso, mas não deixa de ser dinheiro muito mal gasto. Os bugs não são divertidos. São algo que os estúdios trabalham horas e horas para melhorar e resolver. Muitos jogos melhores foram criados por estúdios que lutam para conseguir fazer vida nos videojogos, apenas para ver o jogo que criaram ser bem recebido pela critica mas ignorado pelos jogadores e depois vemos jogos como Goat Simulator que não tem conteúdo e é uma desgraça tecnicamente e mesmo assim dá lucro aos seus criadores.

Tiago Roque

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