Análise: Dead Age

A sinopse de Dead Age promete várias coisas, mas será que cumpre alguma delas? Basicamente Dead Age é um roguelike com combate por turnos. A sua página na Steam fala de combate estilo Final Fantasy, mas rapidamente vemos que está longe da qualidade e complexidade do jogo da Square.

Em Dead Age controlamos um grupo de sobreviventes de um apocalipse zombie. Os zombies já estiveram mais na moda do que atualmente e quando até as audiências da serie The Walking Dead estão a atingir mínimos históricos acho que podemos ver que estão mesmo a sair de moda. Talvez os vampiros voltem a estar novamente a seguir.

Apesar de ser um rpg por turnos, Dead Age tem também bastantes elementos de roguelike e jogo de sobreviência. O objectivo é ao fim de contas sobreviver o máximo de dias possível, gerindo os recursos do nosso acampamento e completando missões. As missões limitam-se a ser a desculpa para ir em quase todos os dias dos jogo explorar o ambiente. Isto resume-se a uma serie infindável de combates por turnos progressivamente mais difíceis. À medida que vamos ganhando combates vamos automaticamente recolhendo recursos e completando objectivos.

Podemos deixar os restantes membros da nossa equipa a completar tarefas como uma caçada ou guardar o perímetro, aliviando assim a importância da nossa exploração diária. Todos os dias as nossas personagens recuperam 20% do seu HP, portanto se completar-mos nós próprios algumas tarefas de crafting conseguimos recuperar as nossas personagens até uma margem segura. No entanto os objectivos que temos para completar têm uma data limite que nos obriga a explorar maior parte dos dias e é por essa razão que é tão importante manter vivos o maior número possível de sobreviventes.

Graças à morte permanente dos membros do grupo e de nós próprios, manter mão de obra suficiente pode ser difícil. No entanto ter mão de obra sem a utilizar correctamente também é um problema, pois esta consome recursos em demasia que por vezes não são fáceis de encontrar. O sistema de loot também tem alguns problemas de consistência. Em termos lógicos não faz muito sentido que se derrote 3 inimigos armados de AK-47 para no fim ganhar um pau ou balas de caçadeira. Portanto encontrar aquilo que realmente queremos é difícil, sendo quase obrigatório evoluir o combate corpo a corpo, pois é a arma que mais vamos usar.

Dead Age resume-se a isto. As personagens são pouco interessantes e não parece existir uma grande historia a descobrir. A própria personagem principal do jogador é apenas mais um sobrevivente sem grande historia, mas que temos que ajudar a sobreviver o máximo de tempo possível. Algumas mecânicas de jogo estão bem implementadas, mas pouco mais do que isso, sendo visualmente um jogo também bastante pouco impressionante. No entanto é desafiante e mesmo sendo simples manteve-me entretido e isso é o maior ponto a favor de um jogo.

 

 

Tiago Roque

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