Análise: Life: Vida Inteligente

Num ano em que Alien volta às salas de cinema Life podia ser mais do que mais um filme de terror que utiliza a formula Alien. No entanto não posso deixar de achar que este é provavelmente o melhor o filme do género nos últimos tempos. No género Sci Fi filmes como Alien no género terror e Arrival noutro registo ficam na memória de quem os vê e Life segue bem as pegadas daqueles que vieram antes. Juntando elementos de filmes de primeiro contacto e terror, consegue sem revolucionar, ser um bom filme que oferece um pouco de tudo.

A premissa é interessante, com a humanidade a encontrar vestígios de vida microscopia em Marte, uma equipa de cientistas é encarregue de a estudar na estação espacial. Depois de conseguir ressuscitar a forma de vida que estava em hibernação, aquilo que começa por ser um grande avanço na exploração espacial torna-se em pesadelo.

Enquanto que a criatura dos filmes Alien é uma arma perfeita, a sua inteligência nunca mostrou ser o seu ponto mais forte. A criatura de Life por outro lado assusta pela sua inteligência. As cenas de terror causam algum desconforto e as mortes conseguem ter mais impacto do que qualquer morte que tenha visto num filme da saga SAW. A criatura deve a sua inteligência à capacidade de adaptação de todas as suas células, podendo estas adoptar qualquer função do organismo. No entanto dada a evolução rápida é um bocado estranho o conhecimento que esta parece ter de toda a estação espacial.

Para quem viu Alien não há grandes segredos em Life. A estrutura do filme é bastante semelhante e mesmo alguns elementos do filme relembram demasiado o filme que muito provavelmente lhe serviu de inspiração. Não fosse este um ano em que o lendário Ridley Scott volta ao leme de um filme Alien com Alien no nome  e Life poderia ter mais espaço para deixar a sua marca. No entanto com o reavivar da saga Alien, este acaba por ser um filme demasiado semelhante que podia ter sido algo mais.

/**SPOILERS**/

Um dos melhores aspectos do filme no entanto é a forma como este troca as voltas ao espectador. Quando se tem Ryan Reynolds e Jake Gyllenhaal no elenco, mesmo que se perca um deles no decorrer do filme, fica a restar uma estrela no elenco e a escolha não podia ser mais surpreendente. Mesmo sendo quase a cara do filme, a personagem de Ryan Reynolds morre ainda o filme não chegou sequer perto do meio sendo até o primeiro a morrer. Essa escolha é uma surpresa e e tem impacto no espectador, deixando um sentimento de insegurança ao nível de uma Guerra dos Tronos, com o espectador a pensar, “se este morre então vai morrer tudo”.

/**SPOILERS**/

 

Tiago Roque

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