Análise: Hellion

Hellion é um enorme jogo de sobrevivência espacial multiplayer desenvolvido pela Zero Gravity que tem como palco a exploração espacial algures no século XXIV. Na busca de um novo lar, a humanidade coloca toda a fé no sistema solar de um estrela chamada Hellion. Um comunicação vem de uma base afirmando que Hellion é uma zona de guerra. No entanto, com tanta coisa em jogo, eles não podem voltar e depende do jogador, um sobrevivente  para decidir como a viagem irá correr.

Quando o jogador sair pela primeira vez da camara criogénica, ele encontra uma grande variedade de ecrãs que lhe fornecem informações sobre a nave e caixas cheias de itens deixados ao acaso no chão, sem qualquer tipo de urgência e importância. O jogo não faz um bom serviço a ambientar o jogador e pessoalmente senti-me bastante perdido. Tudo parece útil e inútil ao mesmo tempo. Por um lado achamos que se existe deve servir para algo, mas por outro parecem ser objectos que estão ali para encher o cenário e sem alguma ajuda e tutorial do próprio jogo, estes momentos iniciais são fulcrais para gostar ou odiar o jogo.

Algures depois desta primeira exploração no conforto de um módulo, o jogador precisa deixar a segurança do seu módulo e tentar se conectar com as peças da sua nave. Para fazer isso, o jogador precisará de um fato e lançar-se na vastidão do espaço e encontrar outros módulos com a ajuda de apenas pequenos propulsores no fato. Deslocar-se no vácuo do vazio é o aspecto mais difícil do jogo. Além de nos sentirmos perdidos no vazio, não há muita margem para erro e facilmente chegamos a um ponto onde voltar para traz deixa de ser opção.

Ao fim de várias tentativas os jogadores irão certamente chegar ao seu destino, no entanto o sentimento de desconhecimento geral no jogo acabou de começar e serão precisas mais algumas centenas de tentativas até conseguir fazer este pequeno passo inicial. Hellion exige uma quantidade de paciência de que eu pessoalmente não tenho. A quantidade de investimento que um jogo destes precisa até se tornar uma experiência de jogo aliciante para o meu estilo de  jogador é completamente impensável para mim e é infelizmente a ideia que fica na minha cabeça, a de um jogo frustrante onde me senti sempre perdido.

Graficamente tem um aspecto razoável para o orçamento que certamente e o som é competente, mas as suas mecânicas apontam para um nicho de jogadores especifico e os restantes vão sentir-se tanto ou mais perdidos que eu. O conceito de um jogo de exploração e sobrevivência neste moldes é interessante, mas não resulta numa experiência cativante em termos de jogabilidade.

Tiago Roque

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