Análise: Marvel’s Guardians of the Galaxy Episode 3 – More Than a Feeling

A Telltale volta à carga com aquele que é até agora o melhor episódio da temporada. Carregado de flashbacks, neste episódio a história acaba por avançar bastante, o que é surpreendente dado que pelo menos metade dele é passado em flashbacks. No inicio conhecemos um pouco mais do passado de Star Lord quando ainda era uma criança na Terra e da sua mãe que até este episódio a história nos leva a crer que está a tentar comunicar com Peter. Logo depois dessa sequência somos novamente levados para o passado, mas desta vez para conhecer algum dos passado de Gamora e Nebula quando ainda estavam juntas com Thanos, mais precisamente dos últimos tempos e da ultima missão que fizeram juntas ao serviço do pai de ambas. A relação entre as duas irmãs é aliás a relação que mais cresce neste episódio.

Uma novidade é a introdução de Mantis que aqui é retornada à vida pela equipa, acordando de um longo sono no qual estava para esperar pelo escolhido para activar ou destruir a Infinity Forge. Entrar em mais detalhes era estragar o principal atractivo de jogar um jogo da TellTale. Aquilo que posso desvendar é que além de a história estar a ir para algo bem mais interessante do que todas as incertezas que os episódios anteriores exploravam, aquilo onde há mais melhorias na minha opinião é a personalidade das várias personagens. Enquanto que muitas das personagens pareciam demasiado distantes da banda desenhada ou dos filmes, aqui há alguma aproximação. A minha única queixa neste aspecto continua a ser Nebula e Gamora que parecem demasiado normais. Ambas são personagens que apesar de tudo são agressivas e a piada vem da sua reacção exagerada em algumas situações, mas aqui Gamora especialmente parece a personagem mais equilibrada do grupo, o único ponto de estabilidade numa equipa completamente disfuncional e isso está longe da realidade.

Algo que a TellTale parece ter completamente descartado dos seus jogos são os puzzles. Actualmente não existe qualquer tipo de desafio nos seus jogos. Isto no entanto não os torna piores. O foco na história e nas consequências das escolhas do jogador tem compensado na sua qualidade e o seu sistema de escolhas está cada vez melhor, com escolhas que não são binárias e com consequências mais permanentes e cada vez têm mais impacto na narrativa. Apesar de em termos de história o primeiro The Walking Dead se ter tornado um verdadeiro clássico, a realidade é que +e impressionante ver como o sistema de escolhas evolui.

A TellTale tem a fama de melhorar ao longo das temporadas. É algo que se tem mantido constante e com este episódio está a manter a tradição, falta-lhe apenas acertar a personalidade das suas personagens.

Tiago Roque

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