Análise: Razer Basilisk

Basilisk é o novo rato ergonómico da Razer que mistura conforto com design. Quando penso em ratos ergonómicos não penso num design arrojado mas a Razer mantendo a sua filosofia consegue oferecer algo que além de funcional, tem também bom aspecto, mas são as pequenas coisas que o tornam um excelente periférico.

O Basilisk tem o que precisa ter e no sítio certo. Não existem botões a mais e pessoalmente também não senti falta de nenhum, mas comecemos pela forma. É difícil faltar do conforto sem dar um pouco de contexto. Nem todos os ratos irão funcionar da mesma forma com formatos e tamanhos de mãos diferentes, por exemplo este Basilisk deve ser completamente horrível para um esquerdino, pelo menos da forma apresentada e para ter essa certeza não preciso de ter esse problema, basta olhar para ele. Também acho que uma mão consideravelmente maior do que a minha possa ter um pouco de maior desconforto, mas para a minha mão é sem duvida dos ratos mais confortáveis que usei.

Comecemos pelo apoio do polegar. Não acredito que tenha usado muitos ratos com um apoio do polegar, mas depois de utilizar o Basilisk não consigo perceber como posso voltar a usar um rato que não o tenha. Pensando bem, o pequeno esforço que fazemos para segurar um rato e manter o polegar a agarrar o rato é completamente desnecessário. Não acredito que um uso de um rato sem este apoio traga consigo qualquer tipo de possível lesão, mas acreditem quando digo que adiciona um conforto impressionante. É também de notar que o material presente nesta zona ajuda toda a utilização, com texturas que ajudam na aderência tanto do lado que apoia o polegar como no lado oposto e que impede que dedo mindinho descaia para o lado. O tamanho assim é também ideal para minha mão, com as pontas dos dedos a ficarem a menos de um centímetro da extremidade do rato e mesmo o formato ondular do rato a ser perfeitamente natural na minha mão. Novamente convém repetir que isto pode não ser o caso para todos os utilizadores, apenas acredito que seja o caso da maioria.

Em termos de botões o Basilisk está bem servido, com dois botões do lado esquerdo e dois na parte inferior da roda de scroll que controlam os dpis. Pessoalmente não senti falta de botões do lado direito do rato porque normalmente não os uso porque não consigo fazer uma utilização confortável deles. Os botões de controlo dos DPIs estão numa boa localização e não me lembro de os  ter pressionado por engano. Além destes, o Basilisk conta ainda com alguns botões que considero opcionais. Primeiro existe o botão “sniper” que permite baixar para metade os DPIs enquanto estiver pressionado. Este botão é óptimo para shooters onde algumas armas precisem de um pouco de precisão adicionar como uma sniper por exemplo. Este botão encontra-se do lado direito e pode ser utilizado movendo o polegar um pouco para cima. A sua utilização é tão opcional que o próprio botão é removível, sendo fornecida até uma tampa de borracha para quem não o queira utilizar e vários botões diferentes para que os jogadores que o quiserem mesmo utilizar possam escolher aquela que for mais confortável.

Além destes botões  existe ainda dois na parte inferior do rato que no limite irão ser utilizados uma ou duas vezes. O primeiro serve para ajustar a resistência da roda de scroll que pode ir de quase free scrolling até a ser barulhento graças à resistência que tem. Por ultimo temos um botão que permite trocar de perfil, o que nos leva para nova aplicação da Razer, o Razer Central que pouco mais é que um pequeno hub que nos permite alterar pequenas coisas sem ter de abrir o Synapse. Acaba por ser um passo na direcção certa de simplificar as coisas mas não acaba com o problema principal que é o Synapse.

No que toca à qualidade geral do hardware não há muito a dizer, tudo é de qualidade elevada desde a construção resistente aos bons sensores. Obviamente que tudo isto tem um valor alto que não é para todas as bolsas, mas aqueles que podem comprar produtos da Razer têm aqui mais uma excelente proposta num segmento ergonómico que nem sempre é onde a Razer mais se destaca.

Tiago Roque

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