Análise: Bouncy Bob

Pessoalmente gosto de jogos simples e por vezes dou por mim a parar sessões de jogos complexos para ir deambular pela Switch e Steam à procura de um jogo mais simples para ocupar uns minutos. Bouncy Bob no entanto leva a simplicidade um passo mais à frente oferecendo uma jogabilidade que se resume a um botão.

Segurar o botão ‘A’ cria no ecrã de Bob uma flecha de lançamento que atira a pequena personagem na direcção desta, um pouco como a fisga de Angry Birds. Carregar repetidamente no mesmo botão enquanto Bob está no ar faz com que a personagem agite os braços dando uma pequena distância extra para alcançar plataformas e outras áreas difíceis de alcançar. É uma abordagem bastante simplista para navegação e acaba por ser divertida. Muros e abismos são colocados por todo o lado, mas nenhum dos níveis do jogo é realmente complicado. Nas arenas mais avançadas encontramos alguns inimigos que complicam um pouco as coisas, mas novamente nada de extraordinariamente difícil. De coelhos zombis a esqueletos, todos eles podem ser eliminados com um salto na cabeça.

Infelizmente, essa falta de variedade começa a afetar o valor de replay de Bouncy Bob. A premissa do jogo é tão simples quanto o método de controle, o que é problemático, já que conseguimos acabar o jogo em menos de uma hora. A banda sonora repetitiva não ajuda e mesmo o visual do jogo rapidamente começa a saber sempre ao mesmo. Existem alguns power-ups para obter em cada área que trazem alguma curta variedade ao jogo, mas é apenas um sentimento momentâneo.

Bouncy Bob tem um modo multiplayer, o que nos dá um breve momento de esperança de que este possa oferecer algo de diferente mas encontrar alguém para jogar não é tarefa fácil. Não há inimigos quando se joga com mais de um Bob, resumindo-se este modo a atacar o adversário directamente. Bouncy Bob tenta demonstrar como uma simples ideia de uma mecânica pode ser divertida e acessível, mas a realidade é que carregar apenas num botão durante todo o jogo não é suficiente, especialmente quando tudo o resto é despido de qualquer profundidade. Divekick tem uma abordagem semelhante no seu conceito, mas ignorando o facto de ser um género diferente, oferece muito mas muito mais em retorno do que Bouncy Bob. Se retirarmos o pormenor da jogabilidade de Bouncy Bob aquilo que fica é um jogo medíocre sem qualquer factor redentor.

Tiago Roque

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