Análise: Legrand Legacy: Tale of the Fatebounds

Os JRPGs são um género que já existem há muito tempo e que sofreu de melhorias de jogabilidade extremas para conseguir sobreviver. O combate por turnos já não traz a satisfação que trouxe em tempos e o género precisou de ser trazido para o século 21. A era da SNES foi talvez a era ouro dos JRPGs, com jogos como Final Fantasy IV e VI foi talvez com a PS2 que vimos a última grande era do género. A grande influência de Legrand Legacy: Tale of the Fatebounds é esta geração e isso traz consigo todos os aspectos positivos que os fãs gostam, mas também traz consigo todos os problemas que foram detectados ao longo do tempo.

Legrand Legacy tem como personagem principal um jovem amnésico chamado Finn, um escravo que é forçado a lutar dentro da arena de Juble. Após uma luta intensa em que Finn sai vitorioso a sua liberdade é comprada por um velho misterioso que pede a Finn para acompanhá-lo, o que começa o percurso de  Finn  na sua jornada  para descobrir a sua natureza de Fatebound e salvar o mundo, uma premissa que está presente na grande maioria dos jogos do género.

Legrand Legacy apresenta todos os clichés do género. Se houvesse uma lista de clichés para serem usados, os criadores do jogo deram um check na grande maioria. Apesar disso, tanto a história quanto as personagens conseguem ser divertidas, mas principalmente são uma homenagem aos jogos mais antigos, já que eles não são muito originais.  Os jogadores controlam Finn enquanto ele explora cidades e masmorras com os ângulos de câmara estáticos e inimigos visíveis. Tocar um inimigo por trás permite que os jogadores iniciem o combate com uma vantagem e espalhados pelo mapa estão arcas com tesouros. Novamente algo que já é standard no género.

O sistema de batalha de Legrand Legacy vem com muitos elementos tácticos. Mesmo antes das batalhas começarem, os jogadores têm que escolher a formação do grupo, tendo em atenção que os elementos da frente estão limitados aos inimigos que podem atacar por exemplo, mas a formação pode ser alterada durante a batalha, permitindo que os jogadores se adaptem à situação. Além disso, todos os inimigos vêm com resistências e fraquezas, adicionando mais um elemento ao sistema de batalha. Ao subir de nível, os personagens recebem um aumento de HP e AP, bem como pontos que podem ser gastos para aumentar as estatísticas. Aumentar as estatísticas para certos pontos também desbloqueia Grimoires, abrindo algumas possibilidades interessantes de customização.

A maioria dos JRPGs da era PS1 veio com muitos mini-jogos e Legrand Legacy também apresenta muitos, desde minijogos de luta até pesca e assim por diante. Eles não são particularmente difíceis de concluir, por isso são apenas uma mudança de ritmo que ajuda a manter a diversidade do jogo. O jogo também conta com um minijogo de construção de cidades onde os jogadores recrutam artesãos para reconstruir a cidade abandonada de Dumville.

Se há uma área onde Legrand Legacy realmente é original é na sua apresentação.Os fundos desenhados à mão são bonitos, melhorando a atmosfera única do mundo do jogo. Personagens e inimigos também evocam a sensação da era PS1, mas isso pode não ser visto como um elogio.

Tiago Roque

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