Análise: Battlezone: Combat Commander

Battlezone II foi originalmente lançado em 1999, como uma continuação do antigo reboot da Atari. O Battlezone de 1998 foi anunciado como o início de um novo género, sendo uma mistura de FPS e um jogo de estratégia em tempo real e já foi remasterizado como Battlezone 98 Redux, mas infelizmente não foi um grande sucesso de vendas originalmente.A Activision na altura concedeu à Pandemic uma segunda tentativa e Combat Commander foi o resultado. A Rebellion adquiriu os direitos de Battlezone há alguns anos e criou um dos melhores títulos de lançamento do PlayStation VR, mas os dois jogos da Pandemic continuam a ser as melhores entradas na saga e mereciam já há algum tempo uma nova cara.

Combat Commander continua a história do original, mas afasta-se da Guerra Secreta da Guerra Fria na Lua. Em vez disso, o jogo é colocado mais longe no sistema solar e envolve os russos e americanos juntos para lutar contra uma raça alienígena. A história é mais interessante do que seria de esperar, com uma conspiração que leva a um dos dois finais alternativos. No entanto o jogo é em tudo semelhante ao primeiro jogo, em que o jogador viaja no seu próprio tanque espacial, mas também é capaz de criar edifícios, coletar recursos e fazer pedidos em torno de outras unidades.

No entanto as falhas do primeiro jogo são evidentes na abordagem de Combat Commander, uma vez que coloca em destaque a ação direta nas primeiras missões, apenas gradualmente abrindo toda a gama de opções depois de metade do jogo. Isso pode ser frustrante para os fãs do original, mas isso torna o jogo mais acessível o que é especialmente útil hoje em dia em que os RTS já não são tão populares. A sequela também é consideravelmente mais variada do que a original, com uma grande variedade de unidades e outros veículos que se pode pilotar.

Apesar da acessibilidade aprimorada, Combat Commander não foi sucesso no seu lançamento original, espcialmente por causa da mistura incomum de géneros. Os gráficos do remaster não são claramente desta época, mas uma das melhorias mais importantes do remaster é a inteligência artificial, cujo pathfinding costumava ser extremamente básico. Além disso, as unidades agora crescem em habilidade quanto mais tempo durarem, não como um buff de estatísticas, mas como a habilidade de usar táticas avançadas, como bombardear ou saber quando recuar.

Apesar de ter quase 20 anos de idade, Combat Commander nunca teve melhor aspecto ou se jogou melhor e no geral é simplesmente fantástico recebê-lo de volta. Se vai ser um sucesso desta vez, muito provavelmente não e duvido muito que chegue sequer a obter desta vez um quarto das vendas que teve originalmente, e o status de quase-morte dos jogos de  estratégia em tempo real em geral provavelmente não irá ajudá-lo a chegar muito longe. No entanto os fãs estão aí e prontos a continuar a apoiar um jogo que teve ao longo dos anos um suporte fantástico da comunidade que o continuou a manter atual e cada vez melhor, trabalho esse que foi reconhecido pela Rebellion.

Tiago Roque

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