Análise: Hakuoki: Edo Blossoms

Hakuoki: Edo Blossoms é uma visual novel e a continuação de Hakuoki: Kyoto Winds, um jogo que irá dizer quase ou nada para a maioria dos jogadores. A personagem principal é Chizuru Yukimura e ainda está a tentar encontrar o seu pai  e faz parte do grupo Shinsengumi, uma unidade da polícia militar formada por um bom ronin. O jogo passa-se algures no tempo na história do Japão em que há um grande declínio do antigo xogunato e uma crescente onda do nacionalismo imperial. Quando o jogador inicia o jogo pode seleccionar uma das treze rotas diferentes e cada uma tem uma história muito diferente para experimentar. Cada rota tem um prólogo exclusivo que conta o que aconteceu antes e embora isso faça um trabalho razoável ao resumir o que aconteceu em eventos passados, ainda é realmente difícil perceber tudo sem jogar o jogo anterior.

O objetivo principal do jogo é o de desenvolver um relacionamento com um dos muitos solteiros elegíveis, mas é muito mais do que apenas um jogo de romance. A história passa-se  numa fascinante era da história japonesa que os fãs de manga e anime irão reconhecer de outras histórias e que é realmente interessante porque além de permitir contar qualquer história, consegue-se explorar temas profundos e interessantes da sociedade. O Japão começa nesta altura a abrir suas portas para o resto do mundo e isso traz muitas coisas novas, desde mudanças simples como modas ocidentais que começam a aparecer até outras novidades que moldam a cultura japonesa e é nesse cenário de turbulência que o protagonista e a companheira escolhida têm de viver.

No entanto o jogo não é completamente preciso historicamente e mistura muitos elementos de folclore japonês e fantasia no geral à mistura mas o resultado final acaba por ser melhor graças a estes elementos. Independentemente de quem se escolher, sua história é bastante estimulante. Todos os homens têm personalidades e narrativas únicas, mas há pontos de convergência em cada história. Visualizá-las de diferentes perspectivas adicionará camadas e profundidade à narrativa enquanto você joga. Em alguns pontos da história, você poderá fazer escolhas de diálogo e isso influenciará drasticamente na forma como os eventos se desenvolvem. Além disso existem muitos finais diferentes para descobrir desde que se tenha vontade de os descobrir.

Como este é um romance visual, todas as coisas típicas que nos habituámos a esperar do género estão aqui, sendo a única coisa original no jogo a habilidade de voltar atrás no tempo, o que acaba por ser bastante útil caso o jogador escolha uma opção de que se arrependa. Quanto aos visuais, o jogo na PS Vita está em casa. Os fundos são detalhados e fazem um óptimo trabalho a recriar um Japão histórico, enquanto os desenhos das personagens são atraentes. As vozes japonesas são também fantásticas, mas isso é também algo que já é expectável nos nomes envolvidos neste jogo.

Os fãs dos género têm aqui uma excelente conclusão para uma história que já deviam estar acompanhar. No entanto este é um jogo que pouco oferece a quem não for fã e no geral não o recomendaria para quem não jogou o anterior.

Tiago Roque

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