Análise: Raging Justice

Raging Justice é um verdadeiro tributo aos brawlers que foram altamente populares nas consolas 8bit e 16bit principalmente, apesar de terem ainda gozado de alguma popularidade na era das 32bit. A equipa de desenvolvimento, a MakinGames claramente tem um amor pelo género e traz-nos assim este retorno. Pode quase idêntico àqueles jogos que referi de meados dos anos 90, há uma onda de crime e apenas um grupo de heróis pode trazer segurança de volta às ruas e portanto o jogador é o único que pode salvar o dia.

A primeira coisa que notamos são os ambientes 2D com apenas um pequeno espaço para lutar em todos os ecrãs. A Editora Team17 percebeu claramente que o apelo visual é importante nestes jogos em que a nostalgia é tão importante e mais do que parecer um jogo dos anos 90, Raging Justice é um jogo que parece aquilo que a nossa memória através da lente da nostalgia se lembra dos jogos dos anos 90. A realidade é mesmo esta, são raros os jogos que parecem tão bem quanto nos lembramos deles e Raging Justice faz essa ponte na perfeição.

No pape o jogo é realmente simples e objectivo é progredir continuamente enquanto se luta contra todo o tipo de inimigos. Mas o jogo é mais do que isso e cedo percebemos que mesmo na configuração padrão, Raging Justice oferece um desafio sério e temos que ficar constantemente atento. É uma decisão inteligente em muitos aspectos, porque adiciona mais profundidade a um modelo antigo, mas também traz consigo muita frustração a uma experiência que poderia ser mais ligeira.

Aquilo que os criadores não tiveram em conta quando pensaram nesta curva de dificuldade é que a forma como o jogo aborda o combate é muito mais variada do que os jogos clássicos. Além de ataques leves, pesados e especiais o jogador pode prender os inimigos.  Assim que se consegue atordoar um inimigo temos duas opções. Acabar com eles parar receber um aumento em pontos ou deter-los para aumentar a saúde. Este último é obviamente extremamente útil para tentar equilibrar a dificuldade.

Isto tudo é relativamente pacifico durante o jogo normal mas os combates contra os bosses são frustrantes porque são muito difíceis. Existem algumas personagens para escolher que mudam um pouco a nossa experiência. Podemos optar por mais poder, mais velocidade ou uma fusão dos dois. No entanto nenhuma das personagens é verdadeiramente icónica.

Tudo somado Raging Justice é divertido, mesmo que seja relativamente simples. No entanto não podemos confundir a simplicidade das suas mecânicas com facilidade da campanha, uma vez que Raging Justice consegue ser até mais difícil do que deveria ser. A frustração não é suficiente para os fãs não terem aqui um fantástico regresso ao passado, mas os restantes jogadores podem não ficar tão atraídos por esta proposta como os fãs.

Tiago Roque

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