Análise: Cultist Simulator

Cultist Simulator é um um jogo de tabuleiro virtual, que é jogado colecionando e jogando cartas que fazem coisas diferentes em contextos diferentes. Utiliza conceitos de roguelike com narrativa que faz uso de alguns eventos inesperados para manter a história fresca. É extremamente original e  fascinante mas também frustrante e o jogo ideal para continuar uma semana em que apenas falei de jogos com grandes e originais conceitos.

O fluxo básico do jogo é simples, no primeiro jogo começamos como um Aspirante sem dinheiro, e sua única opção é ir trabalhar a limpar o chão de um hospital e o jogador faz isso arrastando o cartão de trabalho para o bloco de trabalho. Depois de fazer isso, começamos o primeiro temporizador de contagem regressiva. Uma vez que o cronômetro diminui, o jogador perde o seu emprego, ganha alguma Saúde e Fundos, e obtém sua próxima peça, a de sonho.

O sonho faz uma nova contagem regressiva e, uma vez feito isso, recebemos a primeira peça realmente importante, o Time Passes. A cada 60 segundos, isso vai sugar fundos. Fundos no jogo, como na vida real, são a chave para a sobrevivência. Se não tivermos dinheiro, não podemos comer e sem comer ficamos fracos e ficando fracos morremos, tudo está ligado e entrando numa espiral negativa o jogo é realmente complicado de retormar.

À medida que o jogo vai evoluindo também aumenta o número de cartas disponíveis. A maioria das cartas têm diferentes usos e efeitos, dependendo do tipo de tile com são usados. Temos cartas de Passion ou Talk para ganhar seguidores para iniciar um culto por exemplo. Algumas cartas vêm com um temporizador que faz a contagem decrescente até que elas possam ser usadas novamente e outras cartas que se pode encontrar são Livros e Lore, que se podem obter indo a determinados locais e que podem ser usadas para entender ou traduzir outros Livros e Lore para usado em rituais. Na realidade o jogo tem tanto de complexo como de tentativa e erro, mas isso deve-se essencialmente à quantidade de sistemas e subsistemas mas que nenhum deles parece ser exagerado e com o tempo tudo começará a fazer sentido.

Como muitas coisas podem ser tão diferentes a cada jogada, e o jogo pode ser tão difícil de explicar quanto é de jogar. Além de não ser imediatamente óbvio o que temos de fazer, mesmo quando começamos a ter alguma noção do jogo tudo  é ainda estranho e pouco óbvio e apenas com muita tentativa e especialmente muitos erros começamos a saber o que fazer e mais importante que isso, começamos a perceber como o fazer.

O quanto se  gosta de Cultist Simulator depende muito de quanto esforço se está disposto a dispender nele. Este não é um jogo casual e leva alguns jogos sem perceber minimamente o que estamos a fazer, quanto mais perceber o que estamos a fazer mal, mas assim que percebemos o jogo transforma-se em algo muito melhor e Cultist Simulator é o tipo de jogo em  passamos de jogar mais uma ronda para ocupar um sábado.

Tiago Roque

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