Análise: Dungeon Girl

Quando um jogo consiste em clicar em grupos de blocos da mesma cor para removê-los, e outros blocos caem não seria de esperar que a simplicidade fosse transversal mas tudo o resto é de uma complexidade ridicula especialmente porque nada no jogo é explicado ao jogador e quando é nunca de forma eficaz.

No fundo o jogo é uma espécie de dungeon crawler em que os jogadores têm de explorar masmorras  embora não da forma de que estamos habituados. Em Dungeon Girl removemos blocos iguais e de alguma forma existem algumas mecânicas de RPG à mistura. Existem vários tipos de blocos, mas os mais importantes são Vida , Trabalho  Busca e Ataque . Mais blocos da mesma cor produzem um efeito maior, e se uma ou mais linhas forem preenchidas com um tipo de bloco quando existe outro efeito extra.

O jogo conta com 200 andares com bosses aproximadamente a cada quinze andares, escadas a cada cinco andares e ficar sem vida acaba com a run. O jogo ainda mistura uma espécie de elemento Lovecraftiano com blocos de sanidade mental. Existem blocos mentais, incomuns, que curam a mente, assim como alguns itens. Há também quests, e misturas de itens, e uma enciclopédia de itens, e sei lá mais o que. O jogo é simplesmente gigante, muito mais complexo do que deveria ser até para o bem dele próprio e ao nunca introduzir os jogadores aos poucos nestes sistemas o jogo acaba por perder muito publico.

A maioria dos itens são adquiridos sem grande esforço através de baús de tesouro que exigem chaves. As Quests actualizam a cada dez dias de jogo (três movimentos por dia) em um calabouço e, enquanto alguns são perfeitamente razoáveis como por exemplo remover um bloco A ou B, outros são completamente irreais como por exemplo reduzir uma certa percentagem de vida a X inimigos ao mesmo tempo.

Dungeon Girl começa por ser agradável, um pouco confuso, mas relativamente simples. Infelizmente o jogo continua a introduzir elementos muito cedo e acaba demasiado tarde. Muito antes de termos dominado um novo recurso ou necessidade já o jogo introduziu uma série de novos elementos que apenas nos vêm confundir. Mesmo em termos de publico alvo é realmente dificil perceber quem esse público é dada a mistura de géneros que aqui estão e a complexidade de tudo.

Tiago Roque

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