Análise: Narcosis

Uma sensação de perigo, mística e separação faz das profundezas dos mares um cenário privilegiado para um jogo de terror no qual poucos parecem inspiriar mas é aí que narcosis, um híbrido de simulador de horror ambulantevai buscar o seu material de terror e tenta realizar esse potencial, mas acaba por nunca conseguir chegar ao sucesso devido a uma quantidade substancial de pequenos problemas nos controlos e sustos entre outros.

Apesar dessas falhas, Narcosis está muito focado na sua história e nesse aspecto jogo não é propriamente mau. O jogador é um membro da tripulação de uma operação mineira em águas profundas que corre mal. A história desenrola-se numa série de monólogos que lentamente nos revelam os segredos do jogo, sem grande suspense.

Felizmente o jogo tem um dobragem ótima e escrita sólida que falam sobre sobrevivencia, isolamento e medo. Os seus melhores elementos surgem quando esses temas são colocados lado a lado com o ambiente do fundo do mar. Ouvir os mineiros a descrever os seus sentimentos mais profundos de solidão e andar solitariamente numa instalação alagada são momentos muito bem conseguidos que mostram bem a possibilidade deste ambiente.

Infelizmente a história é o único ponto forte do jogo já que Narcosis é graficamente um jogo muito pobre e com todos os modelos de personagens a serem muito fracos, animação rígida e iluminação obsoleta. A maior parte dos problemas visuais provavelmente podem ser atribuída a ser um jogo de realidade virtual, em que visuais nítidos vêm em segundo lugar, mas a realidade é que mesmo quando jogado normalmente os visuais são pobres e se os criadores tinham noção de que o jogo ficaria com este aspecto quando jogado normalmente não o deveriam ter lançado fora do formato VR.

Os pobres recursos visuais afetam negativamente a jogabilidade também. Considerando que a narrativa nos obriga a grandes doses de caminhada, a sua jogabilidade tenta emular outros jogos de terror na primeira pessoa. Mas a maioria destas tentativas de perturbar o jogador são involuntariamente hilariantes devido às deficiências técnicas do jogo.

A maior parte do jogo resume-se a um jogo furtivo onde o jogador tem de lançar flares e efetuar manobras rápidas que são feitas para nos manter fora de perigo. Mas o design confuso dos níveis e os controles instáveis ​​tornam a tarefa mais difícil. Simplesmente avançar nos níveis, muitas vezes obriga-nos a interpretar mal o nível o que resulta quase sempre em morte. O pacote de propulsão às vezes pode tirar-nos do perigo, mas acaba sendo uma responsabilidade já que ele acelera a velocidade de movimento agonizantemente lenta, mas é frequentemente usado para plataformas.

Narcosis poderia ser um excelente jogo se fosse melhor pensado. A sua atmosfera tem muito potencial mas é demasiada pelo resto do jogo.

Tiago Roque

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