Análise: Siegecraft Commander

Siegecraft Commander tenta cruzar mecânicas de um jogo de estratégia em tempo real com mecânicas de tower defense. Com o bom histórico da Blowfish Studios o resultado prometia ser promissor no entanto apesar de no início ser interessante logo o jogo começa a parecer esquisito e algo difícil de controlar. Siegecraft é principalmente uma batalha direta entre exércitos, cada um com as suas próprias árvores de tecnologia para conhecer e usar.

A diferença é que se começa com apenas uma base e temos de atirar uma cápsula de sementes que gerará outro tipo de edificios onde quer que esteja, desde que haja espaço livre, e a partir daí pode-se lançar outro e por aí fora, o que nos permite deslocar no mapa. A desvantagem disso é que todos os edificios criados estão conectados por paredes, e se um destes do qual foram construídos for destruído, ele cria um efeito de queda que apaga todos os outros edifícios que surgiram dele.

Na campanha o jogador irá freneticamente erguer edifícios acorrentados, cada um aumentando as diferentes vantagens no calor da batalha. Para começar, tudo funciona de forma adequada no entanto quando o ritmo aumenta o jogo começa realmente a ter problemas e gerir o jogo é uma tarefa demasiado complicada, notando-se a falta de um pensamento mais aprofundado nas mecânicas base do jogo.

Os edifícios iniciais que se usam são um posto avançado e uma torre de onde se podem lançar projéteis de fogo aos inimigos ou unidades automáticas para lutar por nós no campo de combate. Uma vez que se tenha um bom número de unidades geradas, elas irão para as estruturas inimigas mais próximas mas como estas não conseguem saltar os muros gerados o jogador tem de pensar de que forma não atrapalha este combate.

Para vencer o jogo temos de destruir a base do oponente e isso é bem mais fácil dito que feito já que a IA não tem qualquer tipo de misericordia e o jogo funciona mais como um jogo de puzzles em que temos de encontrar a solução para cada nível do que um jogo de estratégia em que temos de ir sendo mais inteligentes que o adversário. Existem elementos como árvores tecnológicas para pesquisar e desbloquear, mas este elemento de jogo de puzzle nunca muda.

Graficamente o jogo é razoável com uma bela representação do campo de batalha que nos lembraWarcraft e também em termos de som o jogo apresenta algum valor. É realmente a jogabilidade que o torna um jogo que nunca chega a ser bom. Apresenta-nos ideas que poderiam vir a funcionar se a execução fosse muito mais cuidada do que aquilo que nos é apresentado aqui.

Tiago Roque

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