Análise: BATALJ

Os jogos de tabuleiro estão longe de sair de moda. Não é propriamente um grande mercado mas cada vez é mais fácil encontrar jogos de tabuleiro â venda graças a lojas como a FNAC. Encontrar com quem os jogar por outro lado é problemático, por isso acaba por ser sempre bom quando uma versão digital de alguns jogos chega ao PC e o aparecimentos de jogos inspirados no género sem contra parte física é também bem vindo.

BATALJ é o primeiro jogo da Fall Damage Games, o que ainda torna o jogo mais impressionante. O conceito de estratégia do jogo pode não ser inventado pelo estúdio mas este é o jogo que mais o aperfeiçoa ou pelo menos aquele em que senti que estava mais polido. O conceito de BATALJ é simples, mas por trás desse exterior fácil de jogar existe uma grande quantidade de potencial táctico complexo. A palavra BATALJ é sueco e traduz-se aproximadamente em Skirmish e é mais do que tudo um nome muito apropriado porque é exactamente o que o jogador faz em BATALJ. É um 1vs1 de combate tático, onde o vencedor é o primeiro a chegar aos cinco pontos ou a limpar completamente o outro.


Existem três facções em BATALJ, cada uma com suas próprias unidades e estilos de jogo diferentes. Apenas no modo Sandbox é possível misturar unidades das fações diferentes e neste modo o jogador pode construir um campo de batalha baseado em qualquer critério que queira, colocando qualquer unidade em lados amigáveis ​​ou inimigos. Este modo é perfeito para conhecer todas as unidades do jogo e muito interessante até para nos ajudar a escolher uma fação.

No que toca ao modo principal o jogador tem 10 pontos para montar um esquadrão para a batalha. As três facções são a Re-Linked, Rusters e Splicers. Os Re-Linked são humanos que substituíram os seus corpos por máquinas e usam a lógica e o raciocínio para a batalha. Os seus pontos fortes são a mobilidade, mas não são as unidades mais robustas. Os Rusters usam mechs de estilo ferro-velho e inclinam-se para a alta armadura e alta defesa. Os Splicers são humanos geneticamente alterados e são muito difíceis de lidar, pois têm muito dano, cura, mobilidade e debuffs, mas no geral as três são muito equilibradas.

Este é apenas um jogo 1vs1 e os jogadores começam em frente um do outro. Existem três pontos de controlo no mapa e ambos os jogadores movem as suas unidades ao mesmo tempo durante a fase de planeamento. No primeiro turno, temos quatro pontos para distribuir unidades, e uma moeda jogada é usada para determinar quem faz o primeiro movimento. A cada turno o jogador tem duas fases, a de planeamento e ação. No topo do ecrã, há uma lista de unidades atualmente no campo de batalha e se uma unidade não fizer nada, ela economiza energia e aproxima-se da frente da linha.

As grades hexagonais são fáceis de serem vistas simplesmente clicando numa unidade que está no campo, e pairando sobre as habilidades na parte inferior do ecrã diz-nos exatamente o que elas fazem, o que qualquer cooldown pode ser e o dano que causa. Clicar na habilidade mostra também o seu alcance.As opções e possibilidades são enormes e fazem de BATALJ um jogo muito interessante. O objetivo é ganhar cinco pontos, reivindicando os pontos controlo ou derrotar toda a equipa inimiga, mas existem alguns obstáculos que impedem que isso aconteça rápido, como o facto de o jogador só poder ganhar um ponto por turno.

BATALJ é um excelente jogo de estratégia que mais do que inovar concretiza da melhor forma uma fórmula já utilizada antes mas que nunca mostrou todo o potencial até agora.

Tiago Roque

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