Análise: Poly Bridge 2

Os jogadores mais aficionados do género de construção de pontes irão certamente lembrar-se de Poly Bridge, um jogo do género que principalmente usava o seu grafismo low poly para se distinguir da concorrência. Não me posso considerar o jogador mais aficionado do género, no entanto já joguei uma série de jogos do género, apesar de ter terminado talvez um par deles. Não há muito que se possa fazer num género tão restricto e talvez o jogo que mudou um pouco as coisas de que tenho memória seja Bridge Constructor, não no jogo base mas no dois jogos temáticos, os Bridge Constructor Medieval, Bridge Constructor Portal e Bridge Constructor Stunts. Poly Bridge segue ideias muito mais tradicionais, valendo-se do visual agradável para se distinguir mas também da sólida execução.

O estilo low poly é muito popular nos jogos mobile porque simplesmente corre em qualquer máquina, sendo muito pouco exigente e no PC tem-se tornado muito popular também em  vários géneros mas normlmente sempre no universo indie. Poly Bridge faz um excelente uso do estilo e tem um aspecto adorável e a simplicidade visual expande-se também à interface. Os criadores de Poly Bridge estavam tão confiantes na simplicade de tudo que acharam que tudo no jogo era tão intuitivo que podiam abandonar o extensivo tutorial do primeiro jogo. Como jogador habitual do género não senti grande dificuldade, mas não há grande explicação para o jogo não explicar por exemplo os materiais de contrução que são utilizados, ficando-se por explicar como se coloca ou elimina um pedaço de estrada por exemplo.

O objectivo do jogo é bastante simples, contruír uma ponte que leve em segurança um veículo de um lado ao outro. O jogo consegue manter-se bastante fresco em cada nível, com novas dificuldades e possibilidades a serem adicionadas ao jogo a um bom ritmo. No entanto a falta de explicação para cada elemento novo causa estragos neste aspecto, já que mesmo o sistema de dicas do jogo não ajuda muito, já que ao não explicar o mais básico do jogo, quando uma dica puxa por um conhecimento qualquer que o jogo assume que o jogador já sabe, perde completamente toda a eficácia. No entanto a curva de dificuldade do jogo é bastante suave e um jogador que conheça minimanete o género facilmente consegue ir avançando e nunca senti que o orçamento disponível fosse grande impedimento.

 

Um aspecto interessante do jogo é que no final de cada nível podemos ver as construções de outros jogadores e ver um ranking dos jogadores que conseguiram passar o nível gastando menos dinheiro. Isto consegue elevar o grau de habilidade geral dos jogadores já que mesmo que o método de outro jogador não tenha sido utilizada neste nível por nós, podemos aprender o método e utilizá-lo num outro nível em que realmente precisemos. Outro aspecto que ajuda a que Poly Bridge 2 seja um dos jogos mais sólidos do género, são os pequenos atalhos que felizmente o jogo nos ensina e que permitem apagar várias zonas da ponte ou recolocar um nó sem ter que eliminar nada.

Poly Bridge 2 não é revolucionário ou sequer um passo à frente do género, mas é um jogo altamente sólido e polido com um visual agradável. Quem gosta do género e quer mais encontra uma proposta sólida aqui. Nem tudo é bom e o jogo peca por não tomar riscos e tentar fazer algo de realmente novo e a banda sonora também é altamente banal, mas se forem fãs não podem deixar de pelo menos experimentar Poly Bridge 2.

 

 

 

Tiago Roque

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