Análise: Elden: Path of the Forgotten

Elden: Path of the Forgotten é um soulslike de inspiração retro e com um brilhante toque de H.P. Lovecraft, o segundo a passar aqui esta semana. Ao contrário da grande maioria dos jogos em pixelart que tem passado pelas minhas mãos ultimamente, Elden: Path of the Forgotten não é talvez tão detalhado como a maioria, no entanto não parece retirado de uma loja de assets, o que lhe dá um identidade bastante própria. A equipa de criadores da Onerat pode ser pequena, mas fizeram sem dúvida um excelente trabalho.

Elden: Path of the Forgotten é um jogo de ritmo lento, com uma camâra isométrica e com uma progressão bastante tradicional. O jogador tem de progredir de checkpoint em checkpoint e sempre que morremos, todos os inimigos voltam à vida. O combate do jogo é simples, mas também é altamente tático. É muito importante posicionar a nossa personagem antes de atacar. Independentemente da arma podemos atacar vários inimigos ao mesmo tempo e é muito importante tentar atingir vários inimigos ao mesmo tempo e em alguns casos tentar atingir um inimigo principal, já que por vezes o jogo nos coloca numa área restrita até derrotar-mos um certo inimigo.

Começamos apenas com uma espada, mas muito cedo encontramos outras armas. Junto com as armas temos também habilidades mágicas que também encontramos bastante cedo. Tal como em Dark Souls ou Demon Souls, também aqui temos de controlar a nossa energia. Não podemos simplesmente atacar e esquivar sem nos preocupar-nos com nada, o que também dá mais uma camada tática à jogabilidade do jogo. Apesar desta abordagem mais tática do jogo, nunca senti que o combate fosse lento. O feedback que temos dos ataques são bastante gratificantes e no geral os ataques são bastante eficazes, nunca aparecendo um daqueles inimigos esponja que ninguém realmente gosta.

Obviamente Elden: Path of the Forgotten não tem a profundidade dos jogos da From Software, mas é desafiante e gratificante, oferecendo uma experiência semelhante mas numa espécie de 8bits, mas também com personalidade para ser o seu próprio jogo. A progressão é mais simples, refugiando-se por vezes em mecânicas de arena que não são o mais desejável, mas como não existem própriamente inimigos esponja e o combate é justo, facilmente passamos estes momentos à frente. Os checkpoints também são próximos o suficiente uns dos outros, de forma que mesmo quando morremos nunca perdemos demasiado progresso.

Visualmente, como já referi, acho que Elden: Path of the Forgotten tem bastante personalidade, no entanto não pude deixar de notar que não é fácil saber que zonas do mapa podemos passar. Logo no início do jogo por exemplo existe uma pequena escadaria que confundi com uma parede e que me obrigou a andar à deriva um pouco logo na área inicial. O jogo também não tem um tutorial, mas basta consultar as teclas do menu de pausa para ter a perfeita noção do que fazer no jogo.

Este é um daqueles jogos que apesar de ter falhas, irá certamente encontrar um nicho de mercado que irá apreciar bastante o trabalho desenvolvido. Tendo em consideração que praticamente todo o trabalho foi feito por uma pessoa apenas então o jogo torna-se verdadeiramente impressionante. O combate é polido e com profundidade tática, os visuais podem ser um pouco mais simples do que alguns jogadores podem procurar mas tem muita personalidade e o jogo está também bem animado na generalidade. Se são fãs de jogos tipo Souls e gostam do imaginário de H.P. Lovecraft acho que irão gostar bastante de Elden: Path of the Forgotten, caso não se identifiquem com o tipo de jogador que descrevi, em principio será um jogo que podem ignorar.

Tiago Roque

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