Antevisão: S.C.A.R.

S.C.A.R. é um shooter old school com uma veia metaleira que finge que os últimos 20 anos não aconteceram e se sente em casa como um jogo contemporaneo de DOOM. Lançado em Early Access na Steam no mês de Julho é também um jogo onde ainda muito está para fazer e a Savage Studios promete um jogo que irá agradar a um tipo de jogador que adora FPSs retro e essencialmente sente vontade de ver powerups de vida e armadura espalhados pelo mapa. Também a marcar este periodo de Early Access está o preço reduzido, sendo o plano o de lançar o jogo lá para o final do ano com um aumento de preço, por isso se são fãs do género e o que vão lendo vos cativa aproveitem.

S.C.A.R. é um nome que faz tanto sentido como S.H.I.E.L.D ou F.E.A.R, na realidade é um acrônimo para “Simulating Carnage And Rockets”. A realidade é que os criadores conseguiram explicar tudo o que precisam de saber sobre o jogo no título, mas basicamente é um shooter old school com muito sangue à mistura, muitas armas para causar destruição, visual retro e o gancho de Just Cause. Neste momento temos apenas aceso a um Hub que nos mostra de tudo um pouco do que podemos esperar. Não existe história ou contexto de nada neste momento e mesmo o nível à disposição parece exatamente o que descrevi, um amontoado de coisas que poderemos encontrar no jogo final.

S.C.A.R é no entanto divertido e frenético mas mais do que tudo isso tem uma banda sonora ideal para amantes de sonoridades pesadas. Se DOOM ficou conhecido por ser revolucionário também é verdade que a sua banda sonora ajudou a tornar-se popular e S.C.A.R. vai buscar muita da mesma sonoridade. Talvez não seja para todos mas pessoalmente adorei e não consigo ver muitos jogadores a gostarem de jogar S.C.A.R. e não gostarem da banda sonora.

A IA de S.C.A.R. ainda não está muito elaborada e a maioria dos inimigos simplesmente aparece do nada e tenta acertar no nosso protagonista à distância ou persegue-o mas nunca usa nada que se pareça com uma estratégia. A própria progressão neste momento não é muito interessante, fazendo lembrar um pouco Serious Sam em que temos uma zona fechada e temos de ir eliminando os inimigos até uma nova porta se abrir e acabarem de aparecer inimigos. O jogo fornece alguma verticalidade, especialmente graças ao “grappling hook” que torna a jogabilidade bastante diferente da de DOOM por exemplo, mais frenética e rápida mas menos precisa.

O armamento neste momento é um pouco limitado em termos de variedade mas apresenta já algumas ideias interessantes. Em vez de um disparo secundário e habilidades na nossa personagem, S.C.A.R. varia um pouco esta fórmula e dá às nossas armas habilidades que podemos utilizar assim que eliminamos um determinado número de inimigos.Além disso, o protagonista é capaz de dar saltos duplos e um impulso, um dash, enquanto no ar. Combinando asduas  habilidades e o gancho conseguimos chegar a praticamente todo o lado e a verticalidade do jogo é realmente aquilo que o distingue de muitos outros do género.

Ainda falta ver muito de S.C.A.R. para podermos tirar conclusões. Muito do que está disponível resulta mas pessoalmente preciso de uma história a acompanhar tudo isto e um arsenal que não se baseie tanto apenas na arma inicial e nos deixe com outras armas sempre sem balas.

Tiago Roque

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