Análise: Brunch Club

Brunch Club é um daqueles jogos que eu consigo achar divertidos durante alguns minutos mas depois de pouco tempo arrumo e apenas volto a pegar quando estou a dar uma vista de olhos pela minha coleção Steam. É um daqueles jogos onde a jogabilidade é ridiculamente difícil, baseada em física e esse é o principal factor do jogo. Aqui a temática é a culinária e o objectivo é completar uma série de desafios a solo ou com outros jogadores.

Podendo ser jogado a solo, em modo cooperativo ou competitivo, Brunch Club não é um jogo para ser levado muito a sério. É um jogo ideal para pequenas sessões pois como já referi acima é um jogo de que nos cansamos rapidamente. A equipa da  Foggy Box Games diz que passou bastante tempo a observar como os objetos reais se movem para criar o jogo mas como nunca vi uma torrada a mexer-se sozinha é realmente complicado para mim encontrar o paralelo do mundo real.

Em vez de jogarmos como uma personagem ou pelo menos uma mão somos uma espécie de luz que nos permite controlar praticamente tudo o que existe no cenário, pelo menos no que toca a comida. É como se nos tornasse-mos o objecto e podemos movê-los, rodar e arrastar pelo cenário e até efetuar pequenas saltos. Alguns objetos são ingredientes de cozinha, como fatias de pão ou ovos, outros permitem-nos preparar a comida como facas ou tigelas e alguns para formar rampas para colocar a comida no lugar. Num dos níveis temos de fazer torrados e para conseguirmos arrastar uma fatia de pão para a torradeira podemos utilizar um garfo como rampa por exemplo. Certamente existem técnicas melhores mas essa foi a única que resultou para mim.

No modo “Prato Principal” devemos realizar os objetivos, normalmente mostrados na parte superior do ecrã e temos um limite de tempo e algumas vidas. As vidas equivalem a objetos que caiem no chão normalmente, ou seja, se no nível que descrevi acima deixarem cair uma torrada três vezes abaixo da mesa perdem. Os desafios aumentam em níveis de dificuldade mais altos e alguns dos níveis são quase impossíveis sem um companheiro a ajudar e boa coordenação. O modo “Prato Principal” é provavelmente onde passamos mais tempo neste jogo e funciona muito bem em co-op. E embora o jogo não tenha dano, um jogador pode facilmente atrapalhar outro jogador ou até mesmo empurrá-lo para fora da borda da mesa, pelo que a coordenação é muito importante para fazer alguma coisa de jeito no jogo.

Em termos de apresentação Brunch Club não é obviamente um jogo feito para testar a nova geração de placas gráficas. O design de níveis é geralmente bom com gráficos low poly coloridos  e nítidos que tornam geralmente muito fácil dizer qual objeto é o quê. O design de som é bom, com alguns efeitos sonoros engraçados para alguns dos objetos mas música não é a ideal.

Existem mais modos além do modo “Prato Principal” como o modo “Regra dos cinco segundos” onde o objectivo é evitar que a comida esteja em contacto com a mesa mais do que cinco segundos. A destacar-se pela positiva juntamente ao “Prato Principal” está o modo Arcade que nos apresenta uma série de mini-jogos divertidos em que jogamos contra outros jogadores, na verdade, é um dos únicos modos que só pode ser jogado no modo multijogador. Este é verdadeiramente o modo onde podemos encontrar muita variedade. Enquanto que no modo principal é tudo mais ou menos uma variação da mesma fórmula, aqui parece que os criadores lançaram todas as ideias malucas que tiveram.

Brunch Club não é um jogo capaz de me deixar colado mas é um jogo divertido para jogar com um amigo em pequenas sessões. Se isto descreve o que estão à procura e já jogaram muitos outros que podemos descrever dessa mesma forma, como Overcooked, então podem dar uma chance a Brunch Club.

 

Tiago Roque

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