Análise: Rebel Galaxy Outlaw

Tendo em conta as limitações de uma produção pequena de um estúdio indie, Rebel Galaxy Outlaw tenta trazer até ao jogador a experiência de Elite Dangerous mas numa escala mais pequena e mais focada e condensada. Limitando-se a pouco mais de 40 sistemas solares, Rebel Galaxy Outlaw é uma espécie de Firefly em modo jogável, com uma estética meio western meio punk com sonoridade de album rock. O protagonista é Juno, que vasculha o universido à procura das pessoas que mataram o seu marido e tentaram a fazer o mesmo a ela. Para os encontrar temos de entrar nos piores sítios da galáxia, procura a maior parte da informação conversando com os clientes dos bares espalhados pelas estações espaciais. Há um ar sombrio nestes lugares, e toda a gente parece saber de algo desde que lhe paguem o preço certo. Aqui há também vários minijogos como máquinas arcada com os quais podemos interagir e relaxar após uma viagem no espaço.

Rebel Galaxy Outlaw não é infelizmente um jogo aberto, mas muito à base de menus. As limitações do orçamento notam-se e há sempre um sentimento de, se isto fosse de outra forma era um pouco melhor. As coisas ficam difíceis lá fora no cosmos e podemos facilmente ficar em desvantagem numérica por um enxame de naves piratas, e um gamepad é quase obrigatório para ter sucesso em Rebel Galaxy Outlaw. O combate segue mais ou menos a jogabilidade de todos os outros simuladores espaciais, com alguns controlos bem desenhados que até elevam Rebel Galaxy Outlaw um pouco acima da média dos jogos do género. Temos os normais lasers e misseis mas também um seguimento automático, que é ativado ao segurar o gatilho esquerdo e que além de se encarregar da orientação, nos ajuda a chegar perto das naves inimigas.

Rebel Galaxy Outlaw permite também abrir um menu circular, que pausa o jogo enquanto examinamos a área em busca de inimigos e pickups, ou usar o mapa local para selecionar um alvo e se concentrar nele. Progredindo na história, podemos também encontrar personagens que você pode chamar como amigos durante o combate, intensificando a ação e tornando o trabalho do inimigo um pouco mais difícil. A qualquer momento, podemos comunicar com o piloto de uma nave próxima, seja uma nave da polícia por exemplo ou um pirata que nos ataca em combate.São pequenos toques e pormenores que fazem de Rebel Galaxy Outlaw uma experiência tão gratificante, como poder chamar nomes a inimigos enquanto os destruimos com os nossos lasers.

A estrutura das missões também é bastante familiar para aqueles que já jogaram algo do género. Conversamos com clientes dos bares ou vamos em missões simples de combate, reconhecimento ou entrega de carga. A história principal é uma reviravolta que nos leva principalmente para temas de ganância empresarial, mas a escrita não é de todo elaborada o suficiente para nos interessar muito. A personalidade sombria de Juno e as cenas de conversas limitadas através das quais a história é contada parecem um todo datadas em 2020. Há indícios de que podemos jogar  Rebel Galaxy Outlaw de várias formas, mas sinceramente o combate é o mais divertido e passamos a maior parte do tempo a fazer exatamente isso.

Rebel Galaxy Outlaw é um jogo bonito e vibrante com um combate divertido e uma história ligeira. Nenhum dos sistemas aqui é particularmente profundo, mas não deixa de ser uma viagem interessante e focada para os fãs do género.

Tiago Roque

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