Análise: Bridge Constructor: The Walking Dead

A série Bridge Constructor já viu muitas iterações e embora algumas possam fazer mais sentido que outras acho que posso afirmar com alguma certeza que uma adaptação de The Walking Dead nunca me passou sequer pela cabeça. Se adaptar Portal foi relativamente interessante e trouxe algumas ideias originais, The Walking Dead é de longe a mistura mais estranha até agora. Esta é uma série conhecida pela jogabilidade baseada na física e bem, construir pontes. Bridge Constructor assumiu algumas formas radicais, mas Bridge Constructor: The Walking Dead acaba por surpreendentemente funcionar e já não sei em que acreditar.

Bridge Constructor: The Walking Dead mistura a construção de pontes baseada na física, com um pouco de estratégia e até mesmo combate. Este definitivamente não é um jogo típico de construção de pontes e aqui temos de guiar sobreviventes para a segurança, enquanto construímos pontes para facilitar a sua fuga ou armadilhas para eliminar zombies. É neste último que Bridge Constructor: The Walking Dead se destaca, mas é o primeiro que ocupa a maior parte do tempo do jogo.

Existem vários aspetos a ter em conta nos cenários de Bridge Constructor: The Walking Dead. Existem as partes que precisam ser construídas, num estilo bastante clássico que quem jogou os jogos anteriores irá reconhecer e depois, há as partes em que comandamos as nossas personagens. Construir pontes é bastante standard com a excepção de que usamos as nossas construções para frustrar zombis e transpor pessoas e veículos. Ao contrário dos outros jogos aqui uma falha de integridade estrutural após um certo peso é uma coisa boa já que faz com que os zombies não consigam atravessar. Começam a ver porque é que é uma mistura interessante? Por vezes temos até que colocar pesos num objeto para que a ponte caia. Existem os tipos de materiais normais disponíveis e os materiais mais resistentes ao serem mais pesados, mas também são mais caros.

A construção não é apenas parte integrante de Bridge Constructor: The Walking Dead, mas também a estratégia já que o combate é parte essencial da jogabilidade, infelizmente a execução deixa muito a desejar. As personagens só podem realizar ações através de um sistema de pontos bastante estranho. Podemos sugerir comandos em waypoints e observar enquanto as personagens os executam, mas tudo envolve bem mais tentativa e erro do que seria desejável. Surpreendentemente, ou talvez nem tanto dado o material de origem, há um elemento narrativo pesado em Bridge Constructor: The Walking Dead. Cada cenário é marcado por história que nos dá algum contexto e avança a narrativa geral.

Sinceramente Bridge Constructor: The Walking Dead foi uma verdadeira surpresa. Não há absolutamente nada nesta mistura que me suscitasse interesse ou me fizesse acreditar que o resultado fosse positivo, mas estava bastante enganado.

Tiago Roque

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