Análise: Ginga Force

Ginga Force é um SHMUP lançado originalmente na 360 e que chega agora a outras plataformas. O jogo começa de forma um pouco estranha já que a nossa nave parece demasiado fraca para a tarefa em questão e rapidamente percebemos que teremos de melhorar a nave para sentir algum poder no nosso armamento e defesa. Podemos disparar duas armas ao mesmo tempo, mas isso drena rapidamente a energia e a arma principal perde energia automaticamente. Há também um escudo, mas raramente aparecem projeteis suficientes para justificar o seu uso. Conforme avançamos nos primeiros níveis, podemos desbloquear e comprar novas peças para a nave com dinheiro largado pelos inimigos. Estes itens mudam a aparência da nave, mas funcionalmente fornecem muito pouco.

Com tempo desbloqueamos novas armas, não necessariamente mais fortes do que as que temos mas novas. Concentrar todo o poder de fogo numa rajada para frente é uma desvantagem e caso optem por uma arma que concentre todo o poder na frente convém complementar a arma principal com por exemplo pods auxiliares. As listas de peças são bastante longas e podemos personalizar a arma principal e arma secundária e outros aspetos como o escudo e motor. A preparação para o próximo nível faz com que Ginga Force pareça um jogo de combate mecânico clássico. Conforme vamos aprendendo a mecânica básica do jogo, as coisas começam a encaixar-se e rapidamente começamos a perceber coisas como caçar inimigos menores para obter cubos de energia.

O escudo torna-se crucial para o jogo ofensivo e defensivo. Ao contrário das armas, o escudo carrega automaticamente quando não está a ser usado e é capaz de enfrentar até mesmo as piores ondas inimigas com uma carga completa. Além disso podemos utilizar o escudo para destruir vários inimigos pequenos. A melhor coisa sobre o escudo é que ele parte para salvar a nave. Romper o escudo é crucial para situações difíceis e realmente contribui para manter o jogo justo, acabando por ser uma segunda chance. É uma mecânica simples que funciona em todos os níveis. Muitos fãs de gênero procuram jogos mais focados em disparar do que em esquivar e Ginga Force oferece isso. Após os primeiros níveis, há hordas constantes de inimigos no ecrã e existem explosões satisfatórias de todos os inimigos. A conservação de armas torna-se adequada depois de um tempo e o joogo parece intencionalmente projetado para fazer com que se preste atenção em vez de estar constantemente focado em disparar.

Mas obviamente o jogo também nos pede para termos reflexos para esquivar os inimigos. Existem vários tipos de ondas de inimigos e os seus disparos giram de ponta a ponta à medida que se movem em direção aos jogadores. Todo o jogo tem um impulso com visão de futuro. O modo de história inicialmente dá aos jogadores algumas vidas, mas se tiverem dificuldades o jogo oferece mais. As misturas que o jogo faz com conceitos de RPG ajudam a manter a dificuldade mais justa e acaba por ser um bom compromisso que torna o jogo acessível. A história em si às vezes atrapalha a ação, o que pode não ser um problema, mas alguns jogadores vão massacrar os botões a tentar passar tudo à frente.

Ginga Force é excelente dentro do género, mesmo que mais acessível que o normal. Não deixa de fora a dificuldade que marca os jogos do género, mas introduz mecânicas para ajudar os jogadores menos familiares com shooters verticais.

Tiago Roque

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