Análise: Grand Casino Tycoon

Os jogos de estratégia de gestão são para mim um verdadeiro vício. É para mim completamente normal começar a jogar no início da noite e dar por mim a olhar para o relógio a meio da madrugrada sem ter dado conta das horas a passar. Grand Casino Tycoon além de ser um jogo desse género viciante, tem uma temática também ela sobre vício, os casinos. Grand Casino Tycoon traz os jogadores ao mundo do jogo e aos desafia a construir e administrar um casino de sucesso. Para se tornarem lucrativos, os gerentes devem desenvolver uma estratégia para manipular o comportamento dos jogadores que os visitam e encorajá-los a continuar a gastar dinheiro e tornar os seus casinos o mais popular possível.

O elemento mais original de Grand Casino Tycoon é o sistema de classificação. Os jogadores são colocados em vários grupos e cada um segue uma rotina específica ao entrar no casino. Cada tipo de jogador também tem uma lista de requisitos que devem ser atendidos, assim como uma lista de coisas que eles gostam e outras que não gostam. É através destes gostos e não gostos que o nosso casino se tornará mais ou menos atrativo. À medida que progredimos no jogo, torna-se cada vez mais evidente que os elementos de design e gestão Grand Casino Tycoon são menos impressionantes do que na maioria dos jogos do género. Em vez disso, os jogadores são encorajados a construir com base em parâmetros muito mais restritos e as finanças do jogo não parecem ter muito impacto. Isto faz com que o jogo pareça mais um jogo de puzzles do que um “tycoon”.

A falta de autonomia para construir é um problema, especialmente para os fãs do género que acima de tudo gostam de ter liberdade. Em Grand Casino Tycoon, os proprietários dos casino são constantemente orientados e persuadidos a adicionar itens específicos. Estas metas tornam-se aborrecidas rapidamente e fazem com que os restantes problemas do jogo se tornem ainda mais evidentes, já que não podemos fugir a eles e fazer o que nos apetece. Assim que alguns objetivos forem completados, os jogadores desbloqueiam p próximo casino e podem começar o processo novamente. Este ciclo de jogabilidade funcionou por exemplo em Two Point Hospital, mas aqui é simplesmente decepcionante.

Os jogadores e proprietários de casinos são encorajados a segregar os seus casinos para tentar acolher diferentes tipos de clientes e os seus gostos. Esse sistema começa a representar um problema já que não há como evitar que os jogadores se cruzem e perturbem os convidados de outras áreas. Os jogadores normalmente encontram o local mais próximo para começar a sua rotina e procurarão e permanecerão nas suas seções, mas isso nem sempre funciona, já que por vezes tudo está ocupado e eles acabam por ir para outra zona, zona essa que não está preparada para certos tipos de jogadores.

Grand Casino Tycoon oferece uma mistura interessante de simulação, gestão e puzzles, mas nem tudo funciona. O sistema de tipo de jogador é profundo e único, oferecendo um desafio diferente, mas deslocado daquilo que os jogadores do género procuram. Sem algumas melhorias será difícil impôr-se dentro do género, mas tudo depende do esforço dos criadores.

Tiago Roque

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