Antevisão: The Hand of Merlin

O mito Arturiano tem sido a base de muitos jogos e continua a ser uma excelente fonte de inspiração para muitos conteúdos. The Hand of Merlin elabora no tema mas detaca-se ao misturar elementos de ficção ciêntifica e outros elementos. The Hand of Merlin baseia-se na lenda, mas não da forma mais tradicional, não sendo focada em Artur por exemplo, estando ele morto, estando Merlin encarregue de juntar um novo grupo de heróis numa aventura para levar o Cálice de Avalon até Jerusalém.

Não há muito de surpreender no desenrolar do jogo. Vamos recrutar um grupo de aventureiros para enfrentar unidades medievais e algumas abominações. É um jogo desafiante e não será tarefa fácil chegar ao fim. Felizmente temos níveis de dificuldade, mas até em Fácil o jogo requer algum cuidado, especialmente depois de certo ponto na aventura, onde parece existir um pequeno salto de dificuldade. Não me entendam mal, o jogo é mais ou menos gradual na sua dificuldade, mas é notório um pequeno salto aqui e ali.

Começamos com um grupo de três unidades. Um cavaleiro, um arqueiro e um estudante de magia. Podemos escolher alguns feitiços básicos com novos a serem desbloqueados depois de alguns jogos. Alguns jogos porque este é um roguelike e portanto não irá ser um caminho linear do início ao fim, mas um longo percurso de repetição. Podemos desbloquear novas personagens, mas precisamos de chegar a Jerusalém no modo normal. O mapa do mundo dá ao jogador uma ou duas rotas para seguir, algumas mais perigosas do que outras, mas com recompensas maiores, Dado que o jogo tem uma boa dose de aleatoriedade, algumas rotas mais acessíveis podem na mesma oferecer muita dificuldade. Existem locais normais para parar, como cidades onde podemos comprar itens e recuperar vida.

O factor sorte é substancial em qualquer roguelike e aqui não é diferente. Ocasionalmente temos que escolher uma carta que nos irá atribuir um alvo de caça por exemplo. Quando a nossa vida já está complicada isto é quase uma sentença de morte, mas quando isso não acontece é uma boa oportunidade. Isto é o dia a dia num jogo do género e parece que quando as coisas correm mal aparece sempre algo para complicar mais ainda. Estas cartas Estas são atribuídas após uma batalha, mas também em eventos. Às vezes, vale a pena arriscar para ver o que ganhamos já que o ouro é essencial para comprar novas armas e armaduras.

Não há nada de muito diferente no sistema de progressão. O XP que ganhamos é convertido em renome e sempre que temos 50 podemos melhorar o nosso grupo. Convém ter um bom equilíbrio entre sustentabilidade e dano, mas a estratégia é simples e funciona na grande maioria dos jogos do género. Como um jogo com combate por turnos, The Hand Of Merlin permite que posicionemos estrategicamente os elementos do grupo para antecipar um ataque ou estratégia defensiva. Convém termos unidade de ataque corpo a corpo, normalmente com mais resistência e algum dano com alcance para dar-mos algum dano antes de podemos ser atingidos e flanqueados. O cenário tem algumas possibilidade de terrenos que nos permitem ficar mais protegidos e é crucial tirar proveito disso.

The Hand of Merlin encontra-se ainda em acesso antecipado e apesar de não ir revolucionar o género, tem todos os elementos para ser uma proposta. A premissa é boa e as bases estão todas aqui. Não há muito que o jogo possa fazer para estragar o trabalho que já foi feito e está num estado bastante estável neste momento.

Tiago Roque

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