Análise: Carnivores: Dinosaur Hunt

Carnivores: Dinosaur Hunt podia ser um jogo brilhante. Mesmo com algumas falhas, Carnivores: Dinosaur Hunt podia ganhar jogadores apenas pelo conceito. O jogador é um humano rico no futuro que viaja até um planeta distante para caçar dinossauros. Infelizmente temos que perceber isso pela página do jogo já que no jogo em si somos simplesmente abandonados no planeta sem grande contexto ou explicação e este desnorte mantém-se durante toda a experiência.

Infelizmente Carnivores: Dinosaur Hunt consegue falhar em praticamente tudo. O primeiro impacto é de um jogo feio e datado. Nada aqui parece ter saído em 2021, seja os visuais ou as animações, não há nada que me convença de que estou a olhar par a um jogo acabado de sair. Mesmo ignorando esses aspetos mais visuais, Carnivores: Dinosaur Hunt falha em também não ser muito divertido.

As caçadas rendem pontos e dinheiro, ambos os quais precisamos para fazer mais caçadas, mas as recompensas são tão baixas que não nos sentimos recompensados. O jogo parece querer que eu o jogo bem mais do que aquilo que eu o quero jogar. A diferença entre aquilo que eu sinto que fiz e aquilo que o jogo me pede é simplesmente demasiado grande e só me deixa a pensar, mas a minha personagem não é rica? A única explicação que encontro é que o jogo não tem conteúdo e tenta assim esticar o máximo que consegue.

Embora existam nove níveis separados, existem apenas três ambientes distintos, com os níveis diurnos e as variantes. Além disso as zonas são bem maiores do que deveriam ser, parecendo desertas e perdemos demasiado tempo à procura de dinossauros. Também não existe penalização para a morte, o que nos deixa a sentir pouco recompensados e fora de perigo, talvez a pior combinação para um jogo.

Depois de algum tempo com Carnivores: Dinosaur Hunt fiquei apenas com uma questão, como é possível estragar um conceito tão simples? Que Carnivores: Dinosaur Hunt seja feio e datado não me faz confusão, mas tornar caçar dinossauros em algo aborrecido é um crime que remete este jogo ao esquecimento.

Tiago Roque

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