Análise: Eternal Starlight

Com a nossa espécie a ser capaz de finalmente atravessar o espaço estelar, Eternal Starlight coloca o jogador a controlar uma frota espacial num RTS em VR que efetivamente funciona. O nível de controlo a que temos acesso é impressionante e a jogabilidade é muito gratificante. Em vez de apontar e clicar como num RTS tradicional, o jogador é transportado para o teatro de operações como um observador quase omnipotente, capaz de influenciar a estratégia de ataque em qualquer nave aliada.

Eternal Starlight fez-me lembrar o simulador de batalha do filme Ender’s Game, que recomendo vivamente já agora. Se viram o filme imaginem uma versão simplificada do seu simulador de batalha. A capacidade de ampliar e girar a perspectiva do campo de batalha com o movimento do pulso e focar em qualquer parte do conflito é fenomenal. Podemos pegar numa nave e planear o seu movimento através do espaço, focando os seus ataques nas armas dos inimigos ou evitando-as.

Este é um daqueles futuros em que a exploração espacial tem exatamente o mesmo progresso que tiveram as explorações marítimas na Terra. Os humanos descobrem como navegar o espaço e decidiram que ele lhes pertence, mas nem todos na área nos odeiam e algumas espécies estão dispostas a trabalhar conosco se as ajudar-mos em alguns dos seus próprios problemas. Podemos até ser recompensados com uma nave ou alguma tecnologia. Esse padrão forma a base para a campanha de Eternal Starlight e vamoss passar o nosso tempo a completar várias missões para diferentes raças, ganhar naves melhor equipadas ou novas armas para enfrentar os inimigos.

À medida que completamos as missões, ganhamos créditos que podem ser usados para comprar novas naves ou armas. A loja também permite expandir as capacidades de cada nave. Podemos melhorar os escudos, a força do casco, a velocidade e até o número de caças podem ser comprados. As opções estratégicas são interessantes e variadas dependendo da nossa preferência. Existem também um modo skirmish que permite aos jogadores criar cenários a partir de qualquer nave encontrada ou desbloqueada para praticar ou simplesmente ter uma experiência de jogo mais curta.

Visualmente Eternal Starlight é um jogo decente, mas é a escala do jogo que salta à vista. O efeito visual que temos ao aumentar e diminuir zoom é fantástico, sendo possível fazer zoom até parecer que temos a nave na mão ou diminuir o zoom até parecer que estamos a ver uma batalha sci-fi gigante. Não é um jogo longo e as missões em si demoram apenas cerca de 10 minutos, por isso é também um jogo inteligente nesse aspeto já que não obriga o jogador a estar muito tempo de pé.

Eternal Starlight é um bom jogo, um dos melhores exemplos de como fazer um RTS VR funcionar. Se têm hardware para jogar o meu único conselho é que o façam.

Tiago Roque

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