Análise: Monobot

Um jogo nem sempre consegue estar à altura daquilo que promete ou sequer manter a sua qualidade durante toda a sua duração. Monobot é um desses jogos. Não é um jogo que tenha prometido muito para dizer a verdade. Não é um jogo que me tenha deixado com um hype gigante para o jogar, mas os primeiros minutos do jogo entusiasmaram-me um pouco. Infelizmente com o tempo o entusiasmo foi desaparecendo e no final a minha opinião é que não sei se gosto ou não do jogo.

A estética e mundo de Monobot é fenomenal, especialmente de forem fãs de sci-fi. A sensação ao jogar é que o jogo está quase a contar uma história que eu vou realmente gostar, mas essa história nunca chega para dizer a verdade e quando o efeito dos primeiros minutos passa, começamos a notar mais e mais nas pequenas imperfeições do jogo. Desde o início do jogo que somos largados numa colónia abandonada num planetoide distante. O design da personagem princial é o de um assistente robótico.

O primeiro problema que tenho com o jogo é salto, que no início do jogo é simplesmente inútil. Aos poucos vão aparecendo os primeiros puzzles, que variam de agradáveis, quando conseguem equilibrar a dificuldade com o prazer de os resolver, e capazes de nos fazer arrancar cabelos com as soluções mais rebuscadas de que tenho memória. Um pouco depois ganhamos acesso ao braço magnético que quando utilizado para agarrar certas superfícies causa os fps do jogo reduzirem bastante. Não me parece sequer que seja um problema técnico, mas sim algo feito deliberadamente, mas não me parece que esteja a funcionar corretamente.

Os inimigos no jogo podem ser abordados com um sistema básico de furtividade. Temos essencialmente de evitar a detecção evitando os seus cones de visão e podemos olhar para isto como um puzzle em si mesmo. Os sistemas do jogo são bons, mas rudimentares, e servem ao seu propósito de criar dificuldades adicionais. Existem fatores agradáveis no jogo, principalmente o estilo de arte. Monobot nunca tenta fazer nada de extremamente estravagante e acaba por se sentir algo básico e genérico por causa disso, masoferece alguns cenários e uma atmosfera agradáveis. A música é também muito boa e quando paramos para apreciar o jogo há realmente um jogo fantástico aqui, infelizmente quando está em movimento é um pouco frustrante de jogar.

Agora no final desta pequena análise posso dizer que não odiei Monobot, mas estava à espera de algo mais ou simplesmente diferente. O jogo cativou-me com a sua atmosfera e visuais, mas depois não me conseguiu prender com o resto.

Tiago Roque

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