Análise: Terrain of Magical Expertise

Terrain of Magical Expertise é um jogo num futuro próximo, ou pelo menos era futuro quando a série do mesmo nome saiu, onde toda a gente parece estar a jogar um jogo online chamado TOME, basicamente o mesmo nome deste jogo. Aqui jogamos como White Hat, um hacker que foi contratado para jogar esse mesmo jogo, uma vez que este está sobe ameaçada de hackers que pretendem utilizar alguns exploits para essencialmente estragar a diversão de toda a gente.

Como White Hat, o nosso trabalho é jogar TOME e atravessar o jogo derrotando hackers pelo caminho. Combinando as suas habilidades de hacking com o domínio das mecânicas do jogo, temos que essencialmente limpar o jogo de hackers. Jogar como hacker pode parecer um ideia fantástica, já que em teoria podemos utilizar todas as habilidades dos outros jogadores mais tirar proveito do nosso acesso especial, mas aqui é tudo um pouco decepcionante.

Quando começamos o jogo apenas temos acesso a um hack, a capacidade de impedir que um inimigo tome a sua vez. Infelizmente, jogar um hack usa o nosso turno, então não há essencialmente vantagem nenhuma neste hack. Se for uma luta 2v2, essencialmente bloqueamos um inimigo e o combate fica um combate de um para um. Não percebo o porquê de começar com uma habilidade tão inútil o jogo. Com o tempo vamos desbloquear novos hacks, mas o início é de tal forma decepcionante que não haverão muitos jogadores a aguentar-se pelo jogo para descobrir tudo isso.

Felizmente não estamos presos pelos hacks e podemos utilizar magia por exemplo. Infelizmente a magia também está recheada de outros problemas. No início os ataques mágicos também não são grande coisa e além disso utilizam mana, um recurso que é recarregado automaticamente com o tempo, mas que demora eternidades a recuperar, novamente tornando essas habilidades quase inúteis.

Certamente todos estes problemas resolvem-se com o tempo de jogo, mas quando um jogo parece fazer um esforço gigante para tornar o início tão penoso, será que os criadores querem realmente que os jogadores cheguem ao fim? Existe um conceito interessante aqui e o material de origem é divertido, mas o jogo é uma coleção de boas ideias presas por má implementação e escolhas erradas.

Tiago Roque

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