Antevisão: Maritime Calling

Este é o segundo artigo sobre Maritime Calling mas a agência de PR tem feito um bom trabalho em anunciar todas as novas versões do jogo. Enquanto que o artigo anterior era referente à espécie de demo que existia à altura, Maritine Calling é agora um jogo em Acesso Antecipado, no entanto aquilo que continua a ser verdade irá manter-se exatamente como estava no artigo original. Maritime Calling é um jogo de exploração marítima que mistura a essa exploração isso conceitos de RPG, gestão e roguelike.

Os jogadores têm de comandar um navio com uma tripulação de cerca de 30 marinheiros acabados de navegar pela primeira vez e explorar até ao fim do mundo conhecido. O capitão está no controle das operações do navio e tem de garantir que a tripulação esteja constantemente saudável e feliz, ao mesmo tempo que procura materiais e sobreviver nos mares por explorar. Maritime Calling apresenta inúmeras opções sobre como enfrentar o oceano mas não deixa o jogador sentir-se muito perdido. Parte do processo depende de como designamos os membros da tripulação. Atribuí-los com base nos seus pontos fortes garantirá que as coisas sejam feitas corretamente e o navio funcionará na perfeição.

Maritime Calling está mais estável, mais apelativo e mais polido do que na versão que analisei anteriormente que era pouco mais do que uma demonstração. Muitas das suas mecânicas já se encontravam estáveis e muito desenvolvidas na fase anterior e é bom ver que avançaram no bom sentido. Desde o primeiro momento do jogo, os jogadores precisam de ser estratégicos para completar várias tarefas a bordo do navio, tirando o máximo partido das especificidades dos seus tripulantes. Embora existam alguns bugs que tornam realmente difícil manter a tripulação saudável e viva, Maritime Calling é já uma aventura realmente interessante e promissora com boas mecânicas. Continuam a existir alguns problemas mas a maioria foi resolvida e até ao lançamento final acredito que tudo irá estar resolvido.

Um dos aspetos que mais chama a atenção em Maritime Calling é a complexa mecânica de vela. O jogo captura realmente bem a física de um navio pré-colonial e jogador no papel de capitão precisa de enviar os seus melhores homens para guarnecer as velas, o leme e a âncora, mas eles também precisam controlar e dirigir o navio diretamente. Prestar atenção ao leme é essencial já que acima de tudo temos que manter o navio na rota. É possível atribuir a cada membro da tripulação uma função com base nos seus pontos fortes, o que significa que os jogadores precisam de ser estratégicos na distribuição dos homens e atribuir ordens que possam ajudar uma equipa a aprender no trabalho e ganhar experiência mais rapidamente.

Cada membro da tripulação tem um perfil e uma personalidade. Estes repetem-se um pouco dado o tamanho da tripulação. Com o tempo começamos a ver facilmente que tipos de perfil queremos e para onde os queremos. O capitão é responsável por pesquisar maneiras de tornar a vida no navio melhor e encontrar novos lugares para explorar no mapa. O estilo de gestão muda quando se chega à costa para iniciar uma expedição e há cuidados muito diferentes a ter nessa fase.

Um aspeto que continua a não me impressionar é o visual do jogo. Os gráficos fazem o seu trabalho mas algumas áreas espero que melhorem antes do lançamento completo. A água e o navio parecem fantásticos e os tripulantes têm algumas animações engraçadas mas os menus e os retratos da tripulação são maus. A UI em termos funcionais é boa, mas visualmente não me conseguiu impressionar Graças à sua mecânica de navegação realista, bom e profundo sistema de gestão da tripulação e mapa aleatório, Maritime Calling é realmente promissor apesar dos bugs.

Tiago Roque

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