2005 foi um ano emblemático para os videojogos: uma mistura poderosa de clássicos que definiram géneros, novos IPs que se tornaram gigantes, e viragens criativas que moldaram a indústria. Se fizermos uma viagem no tempo para 2005, somos recebidos por uma PS2 a dar os seus últimos grandes suspiros, mas também pela emergência de ideias inovadoras que ainda hoje ressoam no mundo dos jogos.
Resident Evil 4
Poucos jogos mudaram tanto uma série como Resident Evil 4. Em 2005, esta reinvenção parecia quase um reboot: câmara ao ombro, ação intensa e um ritmo quase perfeito. Foi um dos jogos mais influentes da década e continua a ser a referência que moldou shooters na terceira pessoa durante anos.
Shadow of the Colossus
Minimalista, melancólico e absolutamente gigante na ambição. Shadow of the Colossus ofereceu uma experiência que não se parecia com nada na altura. Sem cidades, sem inimigos comuns, só colossos colossais e uma atmosfera que provou que os videojogos podiam ser pura arte interativa.
God of War
Antes de se tornar a mega-franquia moderna que conhecemos, God of War começou aqui. Combate brutal, narrativa mitológica e um protagonista com uma presença esmagadora fizeram deste jogo um dos grandes lançamentos da PS2 e um dos mais memoráveis de todo o ano.
Guitar Hero
Contra todas as expectativas, um jogo com uma guitarra de plástico explodiu como fenómeno cultural. Guitar Hero transformou salas de estar em palcos e levou a música e o ritmo para o grande público. Em 2005, ninguém imaginava que estava a nascer um dos maiores sucessos da década seguinte.
As maiores desilusões de 2005
Perfect Dark Zero
Com o peso do nome Perfect Dark, esperava-se uma nova referência para a estreia da Xbox 360. Em vez disso, tivemos um shooter visualmente irregular, com sensação datada e que nunca conseguiu justificar a herança do original. Um início frio para uma consola que merecia melhor.
Prince of Persia: Warrior Within
Apesar de não ser um mau jogo, foi uma desilusão para muitos fãs. A tentativa de tornar tudo mais “edgy”, mais negro e mais violento não convenceu. Perdeu-se parte da magia e do charme que fizeram Sands of Time tão especial, deixando Warrior Within com uma identidade mais forçada do que inspirada.