Análise Strike Suit Infinity

Strike Suit Zero saiu apenas há alguns meses e tem já agora direito a um spin-off. Se querem saber um pouco sobre Strike Suit Zero podem ler a nossa análise aqui. Strike Suit Infinity não tem uma narrativa épica ou nos tenta integrar num universo de ficção cientifica único, mas é fantástico a fazer-nos explodir todas as  naves espaciais que pudermos com armas de energia e mísseis. É um jogo que se baseia numa mecânica e se faz sentir como uma experiência pura nessa base. Isto faz com que a variedade e longevidade sejam limitadas, mas a acção compense em parte muito do que falta.

Strike Suit Infinity é uma experiência arcade pura sem qualquer tipo de atenção dada à história e narrativa, deixando um jogo focado nas mecânica de jogo puras. Os únicos fatores que empurram o jogador a continuar a jogar são a vontade de obter pontuações mais altas e o prazer de dominar as mecânicas do jogo. Obviamente isto seria pouco caso Infinity fosse realmente enorme, mas para um jogo das suas dimensões isto funciona realmente bem.

Infinity é mecanicamente idêntico ao seu antecessor  Zero, por isso, se jogaram o anterior, então vão-se sentir praticamente em casa. Não é um simulador  complexo nem tenta qualquer aproximação à realidade mas está longe de ser simples. Os controlos de movimento são básicos o suficiente para entender mas difíceis de dominar, o que o torna bastante recompensador de jogar. Sentimos realmente que ficamos melhores com o desenrolar do jogo, não por desbloquear-mos mais habilidades, mas porque dominamos muito melhor o jogo.

O elemento de gameplay mais importante é o modo “Flux” de cada nave, que permite  transforma-la a partir de um veículo tradicional num verdadeira Mech. O modo Flux pode ser activado depois de derrotarem alguns inimigos e desaparece depois de usado durante algum tempo. Utiliza-lo na altura certa é essencial para obter uma boa pontuação e como esse é o objectivo principal, podemos ver que é bastante importante o seu uso.

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O tutorial do jogo faz um trabalho decente na introdução de tudo para o jogador, mas deixa um pouco a desejar. Apesar de nos ensinar a jogar, não faz um bom trabalho a explicar como obter melhores pontuações. Depois de completar o tutorial e se dirigem para o jogo em si é quando realmente se começa a aprender a jogar. O jogo é dividido em 18 rondas, cada uma com a sua própria tabela de classificações e combinações de inimigos. Cada ronda tem várias ondas que vão aumentando de dificuldade e um multiplicador é ganho se a onda é eliminada dentro de um determinado período de tempo. Dependendo do desempenho, irão ganhar créditos que podem ser gastos após o fim da ronda.

Os créditos podem ser usados ​​para comprar reforços como caças, bombardeiros, fragatas, e assim por diante. Para ajudar um pouco existe um briefing antes de cada missão que nos diz que tipo de reforço é importante usar. Os créditos também podem ser usados para actualizar os pilotos do esquadrão. Podem melhor a AI dos reforços contratados, o que lhes permite ser mais precisos e evitar mísseis com mais frequência. Infelizmente o jogo faz um mau trabalho a explicar todos os pormenores, ficando essa aprendizagem nas mãos da experiência.

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Em termos sonos e gráficos Infinity é tão bom como Zero, com alguns efeitos sonoros de armas e uma melodia bastante memoráveis, embora com muito material reutilizado de Zero. A ronda final é intensificada não só por causa da dificuldade, mas também por causa das faixas de música que usa. Strike Suit Infinity é um jogo sólido sem qualquer pretensão de ser nada além de um jogo arcade. O design simples permite que o jogo se concentre na sua mecânica maravilhosamente gratificante, sem que nada complique as coisas. Se querem um jogo em que não vão ter que se preocupar com nada além de destruir naves atrás de naves, Strike Suit Infinity é esse jogo.

8/10

Tiago Roque

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