Análise: Razer Deathadder V2

O novo Razer Deathadder V2 melhora praticamente tudo o que gostamos sobre os modelos anteriores. O design vencedor está aliado a tudo o que melhorou na tecnologia desde 2016, com melhores sensores óticos, botões com melhor “click” e melhor durabilidade, uma roda de scroll mais suave e um novo botão na base que permite trocar de perfil. O que mais salta à vista olhando para as especificações do rato é o novo sensor ótico, no entanto esta é uma melhoria praticamente invisivel. Muitos jogadores podem dizer que sentem a diferença e pessoalmente consigo entender que exista mais estabilidade, menos saltos e alguma melhoria de precisão, mas no geral este era um rato que já funcionava na perfeição e as melhorias neste aspecto são superficiais.

Aquilo que na minha opinião tem realmente impacto foram as alterações suaves na roda de scroll por exemplo que é bem mais suave mas mantém uma boa resposta em que sentimos cada “passo” da roda. Outra mudança subtil é na flexibilidade do cabo, o que parece ainda mais insignificante, mas que faz com que o rato não se mova na direção da tensão do cabo, algo que acontece muito em cabos mais rígidos e acontecia no modelo anterior.

Os botões por outro lado podem não ser tão consensuais já que passaram de mecânicos para óticos, no entanto além de essa alteração melhorar a durabilidade do rato, passando de 50 milhões de cliques previstos para 70, também traz consigo uma melhoria teórica em termos de precisão já que apenas quando o feixe de luz é quebrado é que o clique é registado, o que resulta em menos cliques errados. Algo que não gostei particularmente é que os botões parecem um pouco mais soltos que nos ratos mais antigos da Razer. Todo o rato no geral parece menos compacto do que aquilo que gostaria, mas é uma tendência geral e uma crítica menor, mas que gostaria de não continuar a ver nos produtos da Razer.

Os botões de cima e baixo que controlam a sensibilidade também foram revistos, sendo agora dois botões em vez de apenas uma placa como no modelo anterior. Como referi acima existe um novo botão na base do rato que alterna entre perfis definidos no Razer Synapse, alterando sensibilidade e a iluminação RGB do rato. No que toca à qualidade de construção, este não parece ser um rato tão sólido como alguns que já por aqui passaram, mas é leve e confortável. Existem acabamentos em borracha dos dois lados que dão melhor aderência. Algo que gostei é que estes detalhes não são tão elevados como na maioria dos ratos, algo que não influência em nada a usabilidade mas faz com que não se acumule tanto lixo nestas zonas.

Falta apenas falar do preço que apesar de não ser exagerado acho que menos 10€ deixariam este rato bastante mais competitivo. Este não é um rato de gama muito alta e não acho que comprometa muito a qualidade em nada, no entanto acho que 60€ seria um preço um pouco mais justo, ou pelo menos o preço que eu recomendaria procurar caso estejam realmente interessados no Deathadder V2.

Tiago Roque

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