Análise: HARDCORE MECHA

Se são fãs de Transformers devem estar sedentos de um bom jogo de combate de robôs. Existem alguns jogos de “mechas” bastante bons no mercado atualmente e o mais recente é HARDCORE MECHA, um jogo que pode não ter o orçamento de Titanfall mas oferece doses enormes de diversão e destruição aos jogadores. Desenvolvido pelo estúdio Chinês RocketPunch Games este é um jogo que tem todos os elementos que os fãs adoram e promete tornar-se um verdadeiro clássico indie que consegue rivalizar com clássicos como Metal Slug.

 

HARDCORE MECHA tem um daqueles nomes que mal o ouvimos não temos sequer de ver o trailer do jogo para saber de que se trata. A história é bastante banal, com um setting futurista de conquista espacial pela humanidade e onde robôs gigantes controlados por um condutor se tornaram normais em combate. A história é realmente banal e mesmo tudo o resto do jogo não apresenta nada que realmente nunca tenhamos visto, mas é na execução que HARDCORE MECHA se destaca acima da concorrência. Mal o jogo começa e vemos as primeiras letras do menu a aparecerem que somos invadidos pela adrenalina do jogo. A sonoridade pesada e rápida, juntamente com o visual inspirado em anime é a mistura perfeita para os fãs de um anime deste género.

Jogamos como Tarethur O’Connell, um mercenário que tem a missão de salvar “A”, mas isso realmente é apenas a desculpa para os criadores nos colocarem nas mãos um devastador robô. O jogo está cheio de tiros e socos robóticos, fazendo lembrar realmente Metal Slug, com a particularidade de podermos disparar em todas as direções e praticamente todos os botões de um gamepad normal estarem ocupados com uma função. O nosso mecha pode disparar, deslizar, saltar, planar, soquear e bloquear. Talvez me esteja a esquecer de algo, mas pelo que acabei de descrever podem já ver que o jogo não é propriamente fácil de jogar.

Podemos facilmente pegar no jogo e divertir-nos apenas a dispar, mas as potencialidades são enormes. A curva de aprendizagem é um pouco alta e por vezes sabemos o que queremos fazer mas ficamos confusos e trocamos as teclas todas. Acontece muitas vezes tentarmos bloquear um ataque e acabarmos a fazer um “dash” contra o inimigo e levar algum dano de que não estávamos a contar. Felizmente o jogo é também bastante dócil com o jogador nos níveis iniciais, infligindo pouco dano nas dificuldades mais baixas e dando-nos tempo para aprender a jogar. Mas assim que começamos a dominar o jogo vamos descobrindo ainda mais coisas para fazer, como a possibilidade de apanhar armas do inimigos e fazer upgrades ao nosso mecha.

HARDCORE MECHA contém 18 níveis e cada um deles tem a duração certa. Nenhum nível demora mais do que devia e o jogo em si acaba exatamente onde devia acabar. Este é um jogo realmente divertido de jogar do início ao fim, no entanto as vozes em chinês distrariam-me um pouco ao início, simplesmente porque é uma língua que não estou muito habituado a ouvir em jogos. Depois de acabarmos a história o jogo tem ainda um modo infinito e modos online, onde talvez muitos jogadores irão passar a maior parte do tempo. As partidas online são curtas mas intensas, no entanto sofre de um problema que muitos jogos indie sofrem, a falta de jogadores.

Se gostam do género mecha e são viciados em anime, HARDCORE MECHA é um jogo obrigatório para vocês. Se são fãs de jogos como Titanfall irão também encontrar aqui muito para gostar, da mesma forma de que se forem apenas fãs de jogos de ação 2D. É um jogo old school com sensibilidades modernas e que facilmente se tornará um clássico.

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Tiago Roque

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