Análise: Mr. Driller DrillLand

Ao contrário do que seria de esperar existem muitos jogos que ainda não saiem do Japão. No tempo da NES e SNES a quantidade de jogos que os jogadores ocidentais nunca viam nas prateleiras era enorme, mas com o tempo as editoras começaram haver público para localizarem muitos destes jogos. No entanto ainda há muitos jogos que culturalmente não têm tanto público e que acabam por ficar pela terra do sol nascente. A XONE e PS4 não tiveram muitos casos destes mas por exemplo a PSVita tem dezenas e dezenas de jogos que apenas foram lançados no Japão. A Bandai Namco tem um destes jogos no seu catálogo que raramente chegou por cá, Mr. Driller.

Aos poucos os jogos de Mr. Driller foram chegando ao ocidente e um deles chegou agora em forma de remake HD, Mr. Driller DrillLand. Mr. Driller DrillLand foi lançado no longínquo ano de 2002 para a GameCube e apenas para GameCube até agora, onde irá ser lançado em praticamente todo o lado onde pode ser jogado.

The Mr. Driller series from Bandai Namco hasn’t always made it out of Japan, with only a smattering of the entries coming to the west over the past two decades. My experiences with the series have been mostly limited to Nintendo portables, whether it’s the Game Boy Advance release of Mr. Driller 2 thanks to the Wii U Virtual Console or the Nintendo DS title Mr. Driller Drill Spirits. One game always was referenced in hushed tones as the best entry in the series: Mr. Driller Drill Land, a 2002 GameCube game that remained exclusive to Japan until 2020. After 18 years, Drill Land has made it to America and all of the hype was warranted. This is an excellent and intense puzzle game filled with a ton of variety that, courtesy of the HD remake, shows absolutely no signs of age.

Mr. Driller começou com um spin-off de Dig Dug e as semelhanças são muitas. Sendo Dig Dug um dos jogos da NES favoritos, posso dizer que as semelhanças são muitas, mas Mr. Driller é bem mais rapido. Basicamente o jogo resume-se a tentar chegar ao fundo sem ser esmagado. O jogo desenrola-se num cenário recheado de peças quadradas que podem fazer parte de um grupo da mesma cor e Mr. Driller, ou qualquer outra das várias personagens, pode destruír um grupo, o que faz com que todas as peças que ficam acima dessas desçam até onde poderem. O objectivo do jogo é na versão mais básica chegar ao fundo sem ser esmagado pelas peças que vão caindo.

Mr. Driller DrillLand constroi sobre estas ideias e cria cinco modos de jogo diferentes. O jogo passa-se num parque de diversões subterraneo onde existem cinco atrações que simbolizam os cinco modos diferentes. Todos eles se baseiam na jogabilidade clássica do jogo mas dão-lhe um pequeno twist que os torna bastante diferentes uns dos outros. Star Driller por exemplo adiciona algumas mecânicas espaciais, em Horror Night House somos um caça fantasma e The Hole of Druaga é uma espécie de RPG em que temos de recolher itens que nos permitem derrotar alguns inimigos por exemplo. Ao todo são cinco modos diferentes que mantêm fresca a jogabilidade.

Em termos de longevidade não podemos avaliar Mr. Driller DrillLand apenas pela soma do tempo dos cinco modos de jogo. O replay value é imenso e o jogo pode ser jogado a solo e com um outro jogador. Além disso existem ainda dificuldades diferentes que permitem jogar o jogo da forma clássica e casual que irá permitir a mais jogadores aproveiar o jogo. Existem ainda modos competitivos para até quatro jogadores. Estes modos não funcionam exatamente como os modos a solo e são em tudo iguais à versão GameCube. Mas seja a solo ou acompanhado, Mr. Driller DrillLand tem horas e horas para oferecer apesar de o conteúdo quando escrito num papel poder parecer pouco.

A jogabilidade é a grande responsável pela longevidade do jogo. O equilibrio entre satisfação e frustração é perfeito e apesar de normalmente precisarmos de várias tentativas para passar um nível, nunca me senti tentado a abandonar o jogo. Não há nada de muito elaborado aqui, é um jogo completamente arcade ou temos de pensar rápido e executar ainda mais rápido. Se gostam de jogos que têm uma pequena dose de imprevisibilidade e que nos mantêm sempre atentos por terem uma jogabilidade frenética, Mr. Driller DrillLand é o vosso jogo. Pode ser considerado um jogo de puzzles, mas não é possível fazer comparações uma vez que a jogabilidade é tão única.

Com esta versão HD vieram também algumas cutscenes com visual cartoon que ajudam a dar algum detalhe à história do jogo, no entanto não fiquem à espera de uma história muito elaborada. Elaborada é no entanto a banda sonora que é soberba, baseando em temas muito energéticos que encaixam como uma luva na jogabilidade frenética do jogo. A variedade é também muita, dando a cada um dos modos que já são distintos em jogabilidade e visualmente, uma banda sonora a condiser. Este é um jogo obrigatório para os fãs de Mr. Driller, mas é na minha opinião o jogo obrigatório da série para quem não conhece Mr. Driller, uma vez que junta todos os melhores elementos que a série tem para oferecer.

Tiago Roque

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